VOLTADO EXCLUSIVAMENTE PARA DIVULGAÇÃO DE ASSUNTOS RELACIONADOS AS QUESTÕES AMBIENTAIS NO BRASIL E NO MUNDO. É HORA DE TODOS PARTICIPAREM DESTA LUTA QUE VEM DESTRUINDO O PLANETA.
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ainda dá para salvar a Amazônia?
O futuro da Amazônia está ameaçado por diversas atividades predatórias, como a extração de madeira, a mineração e a conversão da floresta em pastagens e áreas de agricultura.
Apesar dos grandes esforços que têm sido feitos para a conservação da Amazônia, a perda anual da cobertura florestal permanece em níveis alarmantes. Isso pode deflagrar mudanças na Amazônia, inclusive reduzir as chuvas e aumentar as secas. E isso terá um impacto significativo na biodiversidade da região e até mesmo nas mudanças climáticas em nível mundial.
A boa notícia é que 80% da floresta amazônica original permanecem praticamente intactos, então ainda é possível cuidar desse patrimônio de imenso valor para toda a humanidade.
O que o WWF-Brasil faz pela Amazônia:
O WWF-Brasil trabalha na região amazônica junto com autoridades governamentais, comunidades locais e indígenas, organizações não-governamentais, o setor privado e outros, para contribuir para a proteção de grandes porções da Amazônia e de sua singular biodiversidade, funções e serviços ecológicos. Isso é feito por meio de:
• Incentivo à criação, consolidação e ampliação de unidades de conservação
• Promoção do uso responsável dos recursos naturais e do manejo sustentável
• Desenvolvimento de programas nacionais para reduzir as emissões de carbono oriundas do desmatamento
• Promoção de padrões ambientais e sociais para o desenvolvimento da infraestrutura, especialmente projetos de rodovias e represas
• Capacitações técnicas e comunitárias
• Realização de expedições científicas
• Proposição de áreas prioritárias para a conservação com análise de paisagens por meio de geoprocessamento e sensoriamento remoto
MUDANÇA CLIMÁTICA: INDUSTRIAS FREIAM INICIATIVA DA UNIÃO EUROPEIA
22/01/2010 - 01h01
Por David Cronin, da IPS
Bruxelas, 22/1/2010 – Apenas um mês após os líderes mundiais reunidos em Copenhague obterem um débil acordo para enfrentar a mudança climática, indústrias dos países mais contaminadores da União Europeia tentam dissuadir as autoridades de tomarem medidas mais contundentes. O Conselho Europeu da Indústria Química (Cefic), uma das maiores associações industriais estabelecidas em Bruxelas, sede da UE, começou o ano cobrando de instituições do bloco regional a se absterem de fixar objetivos mais ambiciosos do que os já acordados para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.
E parece que seus esforços já deram fruto. A Espanha, presidente de turno da UE, propôs ontem que a posição negociadora do bloco depois da Cúpula sobre Mudança Climática de Copenhague não seja diferente da anterior à Conferência. Essa posição europeia comprometia a associação regional de 27 membros a reduzir suas emissões contaminantes em 20% abaixo do nível de 1990 até 2020 e a aumentar esse objetivo para 30% unicamente se outros países industrializados realizarem cortes semelhantes.
A Espanha fez esta proposta em uma reunião de diplomatas encarregados de desenvolver o acordo alcançado em Copenhague. Esta tarefa deve terminar no final do mês, quando os governos do mundo deverão ter declarado formalmente seus compromissos de redução para a próxima década. O Cefic afirmou que se opõe a medidas unilaterais mais amplas da UE porque estas medidas colocariam as indústrias europeias que exigem muita energia em desvantagem competitiva com relação às de outras regiões.
“Para nós, a redução da emissão de gases contaminantes não é um concurso de beleza”, disse à IPS Philippe de Casablanca, especialista em clima do Cefic. “De nada serve ser a região com melhor desempenho contra a mudança climática se seu exemplo não é imitado com reduções significativas em todo o mundo. Este concurso não é vencido apenas por um, mas por todos trabalhando juntos”, acrescentou.
Entretanto, grupos ambientalistas acreditam que a UE deveria procurar um objetivo de redução dos 30% como mínimo nas emissões derivadas da queima de combustível fóssil, sem importar o que fazem os outros grandes atores da economia mundial. Acrescentam que a tática do bloco de incitar terceiros a imitar suas medidas não deu resultado e que é hora de guiar com o exemplo. Matthias Duwe, diretor da rede ambientalista Climate Action Network Europe, afirmou que a União Europeia não demonstrou uma autêntica liderança na capital da Dinamarca e “parece estar cometendo o mesmo erro agora. Cruzam-se os braços esperando pelos demais, quando deveria ter um senso renovado da urgência”, acrescentou.
O Cefic representa cerca de 29 mil empresas e tem sido um dos grupos industriais mais influentes na estratégia do bloco sobre mudança climática nos últimos anos. O grupo uniu forças com representantes de outros setores que usam energia de maneira intensiva, como fábricas de cimento e aço, para alertar sobre um fenômeno chamado “fuga de carbono”, pelo qual algumas empresas deixam a Europa para se instalarem em outras partes do mundo com controles menos rígidos da quantidade de dióxido de carbono que podem lançar na atmosfera.
O conceito foi ridicularizado por um estudo de 2008 da rede de pesquisadores Climate Strategies, segundo o qual as empresas que ameaçavam deixar a Europa se baseavam em fatores de investimentos e não de regulamentação ambiental. Porém, o Cefic continuou invocando o conceito, com a intenção de exigir autorizações para seus membros contaminarem, dentro do plano de intercâmbio de emissões da UE, que concede licenças pela quantidade de dióxido de carbono que suas indústrias estão autorizadas a emitir.
A reticência da União Europeia em estabelecer objetivos mais rígidos se choca com a opinião de um de seus mais altos funcionários, de que as medidas previstas pelo acordo de Copenhague não correspondem ao que a maioria dos cientistas consideram necessário para evitar um aumento catastrófico das temperaturas mundiais. Olli Rehn, membro da Comissão Europeia – órgão executivo da UE – declarou esta semana que o acordo “está muito longe de chegar ao objetivo” de evitar que as temperaturas não aumentem mais do que dois graus centígrados acima do nível pré-industrial. De todo modo, “o acordo é melhor do que nada, que teria sido o pior”, disse.
A ministra do Meio Ambiente da Espanha, Elena Espinosa, disse que é vital que a resposta da UE ao acordo de Copenhague impulsione o uso inteligente da energia. “Queremos ser o principal motor da inovação e competitividade”, disse aos membros do Parlamento Europeu. Entretanto, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) queixou-se da falta de ambição do bloco europeu, que a seu ver impede que seja pioneiro do desenvolvimento de tecnologias mais ecológicas do que as utilizadas atualmente.
Se ficar preso ao seu objetivo de 20% de redução, a União Europeia, na realidade, retardaria o ritmo de corte de emissões dos últimos três anos, disse Jason Anderson, do WWF. “Ao nos negarmos a adotar um objetivo de 30%, estamos renunciando à enorme economia de energia que vai melhorar a economia da Europa e gerar mais emprego em indústrias com um grande futuro”, alertou o ambientalista. “A Europa sempre foi pioneira no cenário mundial. Não há razão agora para condicionar o futuro econômico da região ao que se decidir em Washington ou Pequim”, acrescentou. IPS/Envolverde
(IPS/Envolverde)
Por David Cronin, da IPS
Bruxelas, 22/1/2010 – Apenas um mês após os líderes mundiais reunidos em Copenhague obterem um débil acordo para enfrentar a mudança climática, indústrias dos países mais contaminadores da União Europeia tentam dissuadir as autoridades de tomarem medidas mais contundentes. O Conselho Europeu da Indústria Química (Cefic), uma das maiores associações industriais estabelecidas em Bruxelas, sede da UE, começou o ano cobrando de instituições do bloco regional a se absterem de fixar objetivos mais ambiciosos do que os já acordados para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.
E parece que seus esforços já deram fruto. A Espanha, presidente de turno da UE, propôs ontem que a posição negociadora do bloco depois da Cúpula sobre Mudança Climática de Copenhague não seja diferente da anterior à Conferência. Essa posição europeia comprometia a associação regional de 27 membros a reduzir suas emissões contaminantes em 20% abaixo do nível de 1990 até 2020 e a aumentar esse objetivo para 30% unicamente se outros países industrializados realizarem cortes semelhantes.
A Espanha fez esta proposta em uma reunião de diplomatas encarregados de desenvolver o acordo alcançado em Copenhague. Esta tarefa deve terminar no final do mês, quando os governos do mundo deverão ter declarado formalmente seus compromissos de redução para a próxima década. O Cefic afirmou que se opõe a medidas unilaterais mais amplas da UE porque estas medidas colocariam as indústrias europeias que exigem muita energia em desvantagem competitiva com relação às de outras regiões.
“Para nós, a redução da emissão de gases contaminantes não é um concurso de beleza”, disse à IPS Philippe de Casablanca, especialista em clima do Cefic. “De nada serve ser a região com melhor desempenho contra a mudança climática se seu exemplo não é imitado com reduções significativas em todo o mundo. Este concurso não é vencido apenas por um, mas por todos trabalhando juntos”, acrescentou.
Entretanto, grupos ambientalistas acreditam que a UE deveria procurar um objetivo de redução dos 30% como mínimo nas emissões derivadas da queima de combustível fóssil, sem importar o que fazem os outros grandes atores da economia mundial. Acrescentam que a tática do bloco de incitar terceiros a imitar suas medidas não deu resultado e que é hora de guiar com o exemplo. Matthias Duwe, diretor da rede ambientalista Climate Action Network Europe, afirmou que a União Europeia não demonstrou uma autêntica liderança na capital da Dinamarca e “parece estar cometendo o mesmo erro agora. Cruzam-se os braços esperando pelos demais, quando deveria ter um senso renovado da urgência”, acrescentou.
O Cefic representa cerca de 29 mil empresas e tem sido um dos grupos industriais mais influentes na estratégia do bloco sobre mudança climática nos últimos anos. O grupo uniu forças com representantes de outros setores que usam energia de maneira intensiva, como fábricas de cimento e aço, para alertar sobre um fenômeno chamado “fuga de carbono”, pelo qual algumas empresas deixam a Europa para se instalarem em outras partes do mundo com controles menos rígidos da quantidade de dióxido de carbono que podem lançar na atmosfera.
O conceito foi ridicularizado por um estudo de 2008 da rede de pesquisadores Climate Strategies, segundo o qual as empresas que ameaçavam deixar a Europa se baseavam em fatores de investimentos e não de regulamentação ambiental. Porém, o Cefic continuou invocando o conceito, com a intenção de exigir autorizações para seus membros contaminarem, dentro do plano de intercâmbio de emissões da UE, que concede licenças pela quantidade de dióxido de carbono que suas indústrias estão autorizadas a emitir.
A reticência da União Europeia em estabelecer objetivos mais rígidos se choca com a opinião de um de seus mais altos funcionários, de que as medidas previstas pelo acordo de Copenhague não correspondem ao que a maioria dos cientistas consideram necessário para evitar um aumento catastrófico das temperaturas mundiais. Olli Rehn, membro da Comissão Europeia – órgão executivo da UE – declarou esta semana que o acordo “está muito longe de chegar ao objetivo” de evitar que as temperaturas não aumentem mais do que dois graus centígrados acima do nível pré-industrial. De todo modo, “o acordo é melhor do que nada, que teria sido o pior”, disse.
A ministra do Meio Ambiente da Espanha, Elena Espinosa, disse que é vital que a resposta da UE ao acordo de Copenhague impulsione o uso inteligente da energia. “Queremos ser o principal motor da inovação e competitividade”, disse aos membros do Parlamento Europeu. Entretanto, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) queixou-se da falta de ambição do bloco europeu, que a seu ver impede que seja pioneiro do desenvolvimento de tecnologias mais ecológicas do que as utilizadas atualmente.
Se ficar preso ao seu objetivo de 20% de redução, a União Europeia, na realidade, retardaria o ritmo de corte de emissões dos últimos três anos, disse Jason Anderson, do WWF. “Ao nos negarmos a adotar um objetivo de 30%, estamos renunciando à enorme economia de energia que vai melhorar a economia da Europa e gerar mais emprego em indústrias com um grande futuro”, alertou o ambientalista. “A Europa sempre foi pioneira no cenário mundial. Não há razão agora para condicionar o futuro econômico da região ao que se decidir em Washington ou Pequim”, acrescentou. IPS/Envolverde
(IPS/Envolverde)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
PETROBRAS COMPRARÁ GÁS DE ATERRO SANITÁRIO, NO RIO
19/01/2010 - 12h01
Por Vítor Abdala, da Agência Brasil
mplo de projeto de MDL bem sucedido, a Petrobrás assinou nesta segunda-feira (18/01) um contrato para a compra de gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O acordo, que envolve o Estado do Rio de Janeiro e os municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias, prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.
Segundo a Petrobras, a iniciativa vai contribuir para viabilizar o projeto de recuperação do aterro sanitário, que se constitui em “um dos maiores projetos mundiais envolvendo Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU)”.
A empresa Gás Verde processará o gás, que será retirado da montanha de lixo, separando o carbônico do metano e enviando-o através de um duto de seis quilômetros até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.
O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.
“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2”, disse Minc.
Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.
Por Vítor Abdala, da Agência Brasil
mplo de projeto de MDL bem sucedido, a Petrobrás assinou nesta segunda-feira (18/01) um contrato para a compra de gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O acordo, que envolve o Estado do Rio de Janeiro e os municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias, prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.
Segundo a Petrobras, a iniciativa vai contribuir para viabilizar o projeto de recuperação do aterro sanitário, que se constitui em “um dos maiores projetos mundiais envolvendo Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU)”.
A empresa Gás Verde processará o gás, que será retirado da montanha de lixo, separando o carbônico do metano e enviando-o através de um duto de seis quilômetros até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.
O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.
“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2”, disse Minc.
Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.
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