VOLTADO EXCLUSIVAMENTE PARA DIVULGAÇÃO DE ASSUNTOS RELACIONADOS AS QUESTÕES AMBIENTAIS NO BRASIL E NO MUNDO. É HORA DE TODOS PARTICIPAREM DESTA LUTA QUE VEM DESTRUINDO O PLANETA.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Dilma, só falta você
Nesta página Notícia - 29 - nov - 2011
Enquanto o novo Código Florestal aguarda votação no Senado, movimentos sociais e ambientais dizem não a projeto de lei ruralista com 1,5 milhão de assinaturas.
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Balão leva mensagem à Dilma na Praça dos Três Poderes ©Cristiano Costa/Greenpeace
Depois de dois anos, a batalha no Congresso em torno da desfiguração do Código Florestal chega a sua reta final. Em vias de ser votado no Senado, sob intensa pressão dos ruralistas, apenas a presidente Dilma pode agora evitar que as florestas brasileiras sejam entregues de bandeja aos interesses ruralistas.
Hoje, o Comitê Brasil pelas Florestas (do qual o Greenpeace faz parte) levou para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), 1,5 milhão de assinaturas de brasileiros que discordam do projeto em discussão. Eles querem um texto que promova a preservação ambiental brasileira, e não que permita mais desmatamento e anistie criminosos.
Assine você também. Veta, Dilma.
Uma marcha reuniu representantes do comitê e da sociedade, e foi do Congresso ao Palácio do Planalto. Na Praça dos Três Poderes, onde os manifestantes se concentraram, um balão do Greenpeace pedia "Senado, desliga essa motosserra".
Enquanto isso, treze embaixadas brasileiras na Europa e na América recebiam representantes do Greenpeace, que pediam aos embaixadores que cuidassem das florestas brasileiras. Em Durban, onde acontece a 17ª Conferência do Clima, ativistas vestidos de árvore também lembravam o impacto negativo desse texto. Afinal, o Brasil se comprometeu internacionalmente em preservar a Amazônia, pelo bem da biodiversidade, pelo equilíbrio climático do planeta e do nosso próprio futuro.
fonte greenpeace
Brasil é o Fóssil do Dia
Postado por camorim - 2 - dez - 2011 às 15:41 Adicionar comentário O Brasil fez por merecer: ganhou hoje o Fóssil do Dia, prêmio "ao contrário" dado diariamente pelas ONGs ambientalistas aos países que atrapalham as negociações na Conferência do Clima (COP17), que acontece em Durban. Isso porque hoje o Ministério do Meio Ambiente (MMA), via reportagem no jornal "O Estado de S.Paulo", soltou um cálculo estapafúrdio: que a recuperação do passivo florestal previsto no novo Código Florestal seria suficiente para cumprir inúmeras vezes o compromisso assumido pelo país em corte de emissões de gases-estufa.
A fala não faz sentido nem dentro da discussão do Código Florestal nem nas negociações sobre mudanças climáticas. O Brasil tem o compromisso de cortar emissões futuras, ou seja, evitar que mais gases-estufa caiam na atmosfera. O que se planta para recuperar passivo não entra nesta conta.
Segundo: o MMA deixou de lado o potencial de desmatamento previsto com a aprovação do novo código. Esse sim é o problema, especialmente quando se lembra que a principal fonte de gases-estufa do Brasil é desmatamento e queimadas.
Em outubro, o Greenpeace se reuniu com o secretário de Mudanças Climáticas do MMA, Eduardo Assad – quem assina a conta publicada no jornal. Na ocasião, ele demonstrou preocupação em relação ao projeto do novo Código Florestal, em vias de ser votado no Senado. Assad chegou a admitir que o texto em discussão poderia atrapalhar e mudar, para pior, os rumos da política ambiental brasileira. Agora causa estranheza a posição do secretário e do próprio ministério, uma vez que desde então nada significativo mudou no projeto.
"Manobras como essa não ajudam a resolver questões que deveriam ser primordiais para o governo, como a responsabilidade do país no controle das mudanças climáticas e a preservação de suas florestas", afirma Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace. "O Brasil, quando assumiu seu compromisso de redução de gases-estufa em 2009, deu um exemplo para o mundo. Esperamos o mesmo do atual governo."
Clique e peça para Dilma vetar o novo Código Florestal.
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