sábado, 2 de julho de 2011

GOLPE BAIXO CONTRA AS FLORESTAS



Postado por agalli - 1 - jul - 2011 às 11:37 4 comentários
Floresta é morta com mesmo método usado pelo Exército americano na guerra do Vietnã

Um crime ambiental pouco visto na história brasileira surpreendeu fiscais do Ibama, que detectaram o uso de veneno para desmatar grandes áreas de floresta amazônica. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, uma região equivalente a 180 campos de futebol na divisa do Estado do Amazonas com Rondônia foi desmatada com a ajuda de herbicidas pulverizados com uso de avião.

A cena é desoladora. Milhares de árvores sem vida, em pé, mas desfolhadas e esbranquiçadas pela ação do veneno.

"A floresta vira um grande paliteiro, facilitando o desmatamento. É o mesmo processo usado pelo Exército norte-americano para encontrar os vietnamitas na Guerra do Vietnã", disse o superintendente do Ibama no Amazonas, Mário Lúcio Reis.

Os técnicos encontraram também vestígios de extração de madeira por motosserras e queimadas, práticas usadas para limpar o terreno.

Especialistas ouvidos afirmam que esse tipo de agrotóxico mata as árvores de imediato e causa outros danos como a contaminação do solo, de lençóis freáticos, de animais e de pessoas.

Em entrevista à reportagem, o chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama no Amazonas, Jerfferson Lobato, afirma que o uso de agrotóxico para desmate é recente, e que o mais comum é devastar com motosserras, tratores e queimadas. “Eles (os infratores) mudaram de estratégia porque em pouco tempo conseguem destruir mais áreas com os agrotóxicos. Assim, deixam de mobilizar muitos extratores para driblar a fiscalização do Ibama", disse.

A terra, que pertence à União, está localizada ao sul do município de Canutama (AM), entre o Parque Nacional de Mapinguari e a terra indígena Jacareúba/Katawixi, que ainda não foi demarcada.

Até agora, o único registro de uso dessas substâncias em desmatamentos no Amazonas era de 1999. Já em Rondônia, um registro foi feito em 2008, quando fiscais flagraram uma área de cinco hectares destruída por herbicidas na região de São Francisco do Guaporé.

Mais veneno

Os criminosos de floresta estão jogando pesado. Em outra reportagem, publicada no início da semana, a Folha revelou que no dia 17 de junho fiscais do Ibama apreenderam quatro toneladas de agrotóxicos, material suficiente para desmatar 3 mil hectares de vegetação. Segundo os técnicos, o alvo era a floresta nativa da União em Novo Aripuanã, no sul do Amazonas.

Os produtos foram apreendidos em uma região de floresta desabitada às margens do rio Acari, afluente do Madeira, que fica nos limites entre a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma e uma propriedade de um fazendeiro de Rondônia, que não teve seu nome revelado. A multa pode chegar a R$ 2 milhões.
fonte: site greenpeace

sexta-feira, 1 de julho de 2011

BOA NOTÍCIA PARA O MEIO AMBIENTE


chega ao mercado o 1º açúcar sustentável


22 Junho 2011










© Martin Harvey / WWF-Canon

Brasil já cana de açúcar com padrão de qualidade ambiental.




A primeira certificação de acordo com o padrão de sustentabilidade ambiental e social da Bonsucro é a da usina Raízen Maracaí, com uma produção de mais de 130 mil toneladas de açúcar e 63 mil metros cúbicos de etanol. O primeiro comprador do açúcar certificado foi a engarrafadora local da Coca Cola.



Bonsucro é uma iniciativa mundial por parte de múltiplas partes interessadas para reduzir os impactos ambientais e sociais da produção de cana-de-açúcar. Ela foi desenvolvida a partir de outro movimento mais antigo, a Iniciativa pela Melhor Açúcar-de-Cana, da Rede WWF. O padrão Bonsucro de melhor manejo da cana-de-açúcar identifica e trata dos principais impactos sociais e ambientais da produção de cana-de-açúcar em áreas como a adequação à legislação, impactos sobre a biodiversidade e os ecossistemas, direitos humanos, produção e processamento, estabelecendo indicadores de melhoria contínua.



“Como parte de nossos esforços para tornar sustentável a base do mercado mundial de açúcar, o foco da Rede WWF será, agora, trabalhar junto aos produtores para promover a certificação conforme o padrão Bonsucro, bem como trabalhar com os líderes da indústria e com seus principais compradores para que eles assumam o compromisso em relação a seus fornecedores”, disse Ogorzalek.



“O Brasil demonstrou ter grande liderança ao fazer ao fazer com que a indústria se aproxime de um modelo de negócio mais sustentável. A Rede WWF continua compromissada com o trabalho junto às partes interessadas nessa região para monitorar e continuar a aperfeiçoar os padrões, e garantir que eles resultem, efetivamente, na conservação do meio ambiente.”



"Considerando a demanda por água da lavoura de cana de açúcar, a certificação é um alento para o futuro mais sustentável do cultivo, para fazer frente às necessidades globais de biocombustíveis, que certamente irá alavancar o cultivo de cana", disse Samuel Barreto, coordenador do Programa Água para a Vida, do WWF-Brasil. Além disso, segundo Barrêto, o estimulo à participação é da cadeia produtiva é fundamental para estimular e promover boa governança nas bacias hidrográficas.



Para o coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente, do WWF-Brasil, Cássio Franco Moreira, coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil, trata-se de um avanço considerável para garantir a sustentabilidade ambiental futura da produção de açúcar e etanol.



“Para o Brasil, é a melhor maneira de aproveitar de forma racional e sustentável sua inequívoca liderança nestes segmentos", avaliou Cassio Moreira Franco, coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil.

domingo, 26 de junho de 2011

Baleias à vista!
Postado por dbambace - 16 - jun - 2011 às 18:30 5 comentários O mês de julho ainda nem começou e as primeiras baleias da temporada de 2011 já chegaram ao nosso litoral. Uma equipe do Greenpeace teve o prazer de realizar a primeira avistagem de baleias jubarte na costa baiana desse ano e não faltou emoção para quem estava a bordo. Eram quatro animais - três machos competindo por uma fêmea, comportamento típico a partir dessa época do ano.

Vindas da Antártida, as baleias visitam as águas quentes para namorar e para ter seus filhotes. Confira algumas fotos da avistagem:

OS RESULTADOS DA AÇÃO HUMANA

Publicação mostra que ação humana foi responsável por deslizamentos no Rio


22 Junho 2011










© Juliano Spyer/Flickr

Técnicos constataram que pelo menos 92% dos casos foram ocasionados por ocupação irregular das áreas.


Links relacionados

Publicação "Áreas de Preservação Permanente e Unidades de Conservação x Áreas de Risco - O que uma coisa tem a ver com a outra?"
Publicação "Pagamentos por Serviços Ambientais na Mata Atlântica - Lições Aprendidas e Desafios"



Publicação lançada nesta terça-feira (21) ajuda, pela abordagem técnica e por uma gigantesca documentação em imagens, a desmontar falsos argumentos sobre necessidade de manutenção das reservas legais e das áreas de preservação permanente (APPs). O livro “Áreas de Preservação Permanente e Unidades de Conservação X Áreas de Risco – o que uma coisa tem a ver com a outra” é o relatório de inspeção da área atingida pela tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro no último verão. Foi publicado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o apoio do WWF-Brasil e outras organizações.

As conclusões são estarrecedoras. Os técnicos do MMA avaliaram 657 deslizamentos ocorridos numa área de 6 mil hectares. Constataram que 92% dos acidentes foram ocasionados por ocupações indevidas das áreas. Nos restantes 8% dos casos não foi possível identificar a pressão antrópica como causadora dos deslizamentos.

De acordo com o coordenador do estudo, Wigold Schaffer, as áreas mais afetadas são exatamente aquelas que o Código Florestal determina que devem ser preservadas e que a reforma em tramitação no Congresso permite o desmatamento: margens de rios, encostas com alta declividade e topos de morro.

"A constatação é que as áreas protegidas são as que oferecem riscos quando ocupadas. O estudo demonstra que a intervenção antrópica contribuiu para os resultados que ocasionaram em perdas humanas e patrimoniais", disse.

Schaffer contou que as áreas de agricultura consolidadas em APPS – que a proposta de reforma do Código Florestal quer manter desmatadas - também foram muito atingidas. Além da perda da lavoura, da safra e do solo, houve ainda a morte de cerca de 40 agricultores que construíram suas casas dentro de APPs.

De acordo com o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, a publicação é “fundamental para desmontar falsas retóricas”, mostrando que a raiz do problema está no uso indevido de áreas protegidas. “Esta publicação ajudará na mobilização da sociedade e colaborará para dar ao poder público a coragem para enfrentar desafios e responsabilidades nas discussões a respeito do Código Florestal”, disse Scaramuzza.

A reforma do Código Florestal, que tramita agora no Senado Federal, permite o desmatamento de APPs e de Reservas Legais e anistia todas as ocupações irregulares de APPs, desobrigando sua restauração.

Esse desmonte do Código Florestal vai na contramão de pesquisa de opinião feita pelo Instituto Datafolha. O levantamento mostra que a imensa maioria da população é contra as mudanças. Para 85% dos entrevistados, a prioridade deve ser a proteção das florestas e dos rios, e não a produção agropecuária. A pesquisa concluiu também que apenas 5% da população concordam com o perdão a desmatadores. Para 79% dos entrevistados, se a anistia for aprovada pelo Congresso, a presidente Dilma deveria vetar o perdão.

Também ontem, o MMA lançou o livro “Pagamentos por Serviços Ambientais na Mata Atlântica - Lições aprendidas e desafios”. O estudo reúne 78 iniciativas já em curso na Mata Atlântica. Os projetos contribuem para a restauração de matas ciliares, proteção e conservação da biodiversidade e ações de conservação e manutenção de recursos hídricos.

As publicações estão disponíveis na internet, pelo portal do MMA, ou podem ser acessadas nos links abaixo:

Áreas de Preservação Permanente e Unidades de Conservação x Áreas de Risco - O que uma coisa tem a ver com a outra?
Pagamentos por Serviços Ambientais na Mata Atlântica - Lições Aprendidas e Desafios