quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O CERRADO

Agricultores do Cerrado desistem de plantar por causa da seca Agricultura Familiar 04.09.2014 Fonte: G1 Falta de chuva altera época de plantio e afeta formação das plantas. Globo Rural percorreu São Paulo, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal. Céu azul, sem nuvem, solo rachado. O cenário no Cerrado é de sertão nordestino. O Cerrado engloba vários estados, pouco mais de dois milhões de quilômetros quadrados. Como parte dele está em uma região alta, o Planalto Central, é onde a água se acumula, pra depois escoar, contribuindo para a formação de oito das doze bacias hidrográficas do país. Atravessando a represa de Três Marias, no Rio São Francisco, chega-se a Morada Nova de Minas. Troncos e galhos não ficavam à mostra na região desde que o reservatório foi criado na década de 60. Em 2001, ano do apagão elétrico, a represa operou com 8,6% da capacidade. Nesta semana, o volume útil já chegou a 7,7%. “Nós temos uma estimativa pessimista quanto a questão da recuperação do lago de pelo menos três anos para o limite máximo dele, desde que o índices venham a ser de média a regular”, declara Eduardo Moreira, extensionista – Emater/MG. A região depende totalmente da irrigação: 60% das terras usadas na agricultura deixaram de ser cultivadas por causa da seca. A área da represa de Três Marias, passa pela propriedade do agricultor Renato Braga. Era dela que ele captava água para irrigação. “Está assim seca desde novembro do ano passado. Não consegui captar nada, nem com a balsa de captação do pivô”, afirma. A propriedade de Renato Braga tem 38 hectares. Ele colheu milho em novembro do ano passado. Com medo da falta d’água, preferiu nem se arriscar a plantar feijão. Parou o pivô e alugou a área, ainda com a palhada do milho, para o pastejo do gado do vizinho. Investe agora num cultivo de melancia irrigada, mas por gotejamento. “Pra manter a alimentação, a minha vida, optei por isso. Agora a lavoura está florando, ainda tem 60 dias de lavoura. Preciso dessa água em 60 dias ainda”, diz. O gerente de outra fazenda explica os custos de um pivô parado. “Tem um custo do investimento, porque foi investido no equipamento, bombeamento, preparo de solo, funcionário que depende dessa atividade, se não está faturando tem esses custos fixos. Os funcionários que estariam trabalhando estão sendo remanejados. Tem outras atividades na fazenda, então estamos conseguindo mantê-los por enquanto”, diz João Paulo de Souza, gerente da fazenda. Em uma propriedade no interior de São Paulo, há cinco meses as colheitadeiras estão nos canaviais, mas agora que os reflexos da seca estão evidentes. A cana está menor e com menos teor de açúcar. “quando tinha umidade favorável para a cultura, os colmos, a distância entre dois nós era bem maior. Com a estiagem houve a diminuição dos entrenós”, explica Altair Marchi, agrônomo. O agricultor Valter Souza tem 1.200 hectares de canaviais em Jaboticabal. A área plantada em abril não vingou até agora. “Eu perdi em torno de 18% da produção”, afirma. Os dados sobre a seca são coletados em 150 estações meteorológicas. As informações de todo o estado chegam a cada 20 minutos. “Dois terços do estado estão em situação grave ou extremamente grave pela falta de chuva. Na estação chuvosa, que vai de outubro a março, esse foi o ano mais seco em 124 anos”, alerta Orivaldo Brunini, Agrônomo – IAC. Outra cultura que sofreu muito com a seca foi a laranja. “Nós acréscimos que no final da colheita, o numero vai ser de 25 a 30% de quebra em decorrência do tamanho da fruta, do rendimento para o produtor”, declara Marco Antônio dos Santos, presidente da Câmara Setorial de Citricultura. O produtor Nivaldo Davoglio tem um pomar em Taquaritinga. Para salvar a safra ele resolveu aproveitar a água de um poço da propriedade e implantou um sistema de irrigação na área plantada com a laranja pêra. “Do jeito que esta a situação, se não irrigar, fica pra trás”, diz. Ter água é ter produção, ter renda. Por isso ela é artigo valioso e disputado. No município de Paracatu, em Minas Gerais, o rio Entre Ribeiros foi considerado área de conflito há cerca de 8 anos porque a quantidade de água utilizada na irrigação era maior do que a capacidade do rio. Então os agricultores foram obrigados a se organizar pra fazer um uso adequado. Os agricultores formaram condomínios, grupos de irrigantes que têm autorização pra retirar água de um mesmo rio. Enrique Gual, engenheiro agrícola, é o responsável desde 2007 por monitorar a vazão em doze pontos do rio Entre Ribeiros. Foi uma exigência do órgão ambiental pra que os agricultores continuassem a retirar água pra irrigação. “Agora a vazão está em 7 metros cúbicos por segundo. O normal seria 11. O mínimo é até 4 metros cúbicos por segundo, daí não pode mais retirar água”, explica. A régua que aponta o nível do rio, nesta época, deveria estar em 90 centímetros, mas aponta 69. Bem próximo dos 50, o nível mínimo pra garantir a irrigação. Por isso, os agricultores estão enfrentando restrições. “A gente vem reduzindo a época de plantio. O ano passado nós plantamos até 30 de junho, e esse ano até 30 de maio. A partir de 30 de maio ninguém mais plantou por isso estamos aí com estas áreas paradas, sem irrigação, deixando de produzir alimentos”, informa Luiz Noronha, presidente da Associação de Produtores do Entre Ribeiros. O condomínio tem 41 propriedades com três mil hectares irrigados. Mil estão parados. “Antigamente a gente irrigava no bico da botina, a gente fala aqui. A gente molhava e com o bico da botina ia ver se tinha molhado o suficiente”, conta Gilberto Appelt, agricultor. Appelt faz parte do condomínio. Ele diz que a tecnologia nas lavouras evoluiu muito. Hoje é possível monitorar a umidade do solo, o clima, e nem com tudo isso se podia prever uma seca como esta. “Nós íamos plantar feijão. A semente está no galpão, o adubo também. Já perdeu o poder germinativo, o vigor. É uma semente que está perdida”, diz. Norton Komagomi é agricultor do Paraná há 21 anos e nunca enfrentou tamanha restrição. “Já tivemos problemas, mas de não poder plantar é a primeira vez. Vão ser 90 mil reais que deixam de entrar”, avalia.

WWF-BRASIL E AS ELEIÇÕES 2014

O WWF-Brasil e as eleições 2014 A campanha eleitoral está nas ruas. O Brasil se prepara para mais uma experiência rumo à consolidação de sua democracia. E para isso precisamos todos assumir compromissos. Para o WWF-Brasil, o momento é de trazer os temas socioambientais para o debate eleitoral. Apresentamos aqui nossa colaboração, de forma propositiva, a partir da nossa experiência de 18 anos de trabalho com políticas e projetos de conservação e de uso sustentável dos recursos naturais no Brasil. São dois grandes compromissos que colocamos para os nossos futuros governantes: 1.Garantir água de qualidade, alimentos saudáveis e energia limpa e eficiente; 2.Proteger, recuperar e utilizar sabiamente as florestas e a biodiversidade, de forma a manter a sua riqueza e potencial econômico para futuras gerações. O WWF-Brasil espera contribuir com os programas de governo dos candidatos, apoiar sua escolha, como eleitor, no que diz respeito à conservação dos recursos naturais do nosso País, e elevar o nível do debate sobre as questões socioambientais postas hoje à sociedade brasileira. Contribua conosco divulgando essas propostas entre seus amigos, seus candidatos ou compartilhe nas redes sociais –faça com que o tema socioambiental esteja presente nestas eleições.

PERDA DA BIODIVERSIDADE

Relatório aponta perda de biodiversidade e aumento da Pegada Ecológica 30 Setembro 2014 | 0 Comments A biodiversidade está diminuindo rapidamente, enquanto a demanda da humanidade sobre a natureza é crescente e insustentável. Populações de espécies no mundo todo diminuíram 52% desde 1970. Precisamos de 1,5 planeta para satisfazer nossa demanda anual por recursos naturais. Esses são apenas alguns dos alertas feitos no Relatório Planeta Vivo 2014, lançado mundialmente hoje pela Rede WWF. Trata-se de uma importante publicação bienal que apresenta o cenário detalhado e atualizado da situação do meio ambiente em nosso planeta. A edição 2014, que traz um ranking por países e regiões, aponta ainda que a Pegada Ecológica – medida da demanda da humanidade sobre a natureza – continua a aumentar. A combinação de perda de biodiversidade e Pegada Ecológica insustentável ameaça os sistemas naturais e o bem-estar humano no mundo todo. Sabemos que os seres humanos dependem de alimentos, água doce e ar puro para sobreviver, independentemente da região do mundo onde vive. Os recursos naturais e os serviços ecossistêmicos fornecidos pelo planeta são fundamentais para a nossa sobrevivência. "Biodiversidade é uma parte fundamental dos sistemas que sustentam a vida no planeta e um termômetro para saber como estamos cuidando do planeta, que é a nossa única casa. Necessitamos urgentemente de uma ação global em todos os setores da sociedade para construir um futuro mais sustentável", afirma o diretor geral do WWF, Marco Lambertini. Em média, 83% das populações de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis foi extinta na América Latina nos últimos 40 anos. A diminuição da vida selvagem da região é maior do que o declínio global de 52% no mesmo período. "O Relatório Planeta Vivo traz dados e indicadores importantes para pautar ações e estratégias a nível global e também regional, como no caso da América Latina. Segundo a edição 2014, as maiores ameaças registradas para a biodiversidade são a perda e degradação do habitat natural, pesca predatória, caça e as mudanças climáticas. Todos esses são alvos considerados nas estratégias de conservação do WWF-Brasil. O nosso País tem um papel relevante em termos de biodiversidade para todo o mundo. Isso é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade", diz a secretária geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito. Caminhos para o futuro A Perspectiva One Planet do WWF, apresentada no Relatório, oferece soluções para um planeta vivo. O foco é proteger o capital natural, produzir de forma melhor, consumir de forma mais inteligente, redirecionar fluxos financeiros e compartilhar nossos recursos de forma mais equitativa. Tratam-se de escolhas melhores para gerenciar, usar e repartir os recursos naturais dentro dos limites do planeta. É uma saída para garantir segurança hídrica, alimentar e energética para todos. O WWF acredita que sabemos onde queremos chegar e como chegar. Agora precisamos nos mover.

GUIA DE ESPÉCIES

Tema: Guia de Espécies Página inicial > Feijoa, a nossa goiaba-da-serra 13/05/2014 A feijoa, também conhecida como goiaba-da-serra é natural do Sul do Brasil. De cor e sabor vistosos e exuberantes, flores e frutos são aproveitados. Butiá, garantia de sabor e diversão 08/04/2014 Quando começa a época de frutificação do butiá, uma palmeira nativa do Brasil, a floresta ganha cor e enche os olhos dos pássaros e da população, que adoram apreciar o sabor adocicado de seus frutos e suas castanhas. imageLeia mais Grumixama, a surpresa de Natal da Mata Atlântica 23/12/2013 No Natal da Apremavi não faltam frutas nativas da Mata Atlântica, colhidas no Jardim das Florestas. Uma boa surpresa é a grumixama. imageLeia mais Guabiroba, um gostinho inconfundível 27/05/2013 A guabirobeira é uma árvore generosa que produz frutos comestíveis de gostinho inconfundível. É muito utilizada nos plantios de restauração da Mata Atlântica, especialmente as matas ciliares. imageLeia mais Paineira-rosa, uma beleza singular 06/10/2010 A Paineira-rosa é uma árvore grande, muito usada na recuperação de áreas degradadas e para paisagismo. Sua floração é intensa e ocorre no verão e outono. imageLeia mais