11 Junho 2011
Pesquisa Datafolha confirma que população é contra destruição das florestas
O instituto de pesquisa Datafolha divulgou estudo sobre a percepção do brasileiro em relação à proposta de mudanças no Código Florestal. Foram entrevistadas mais de 1,2 mil pessoas em todo o país, entre os dias 03 e 07 de junho. A pesquisa foi realizada a pedido de organizações ambientalistas e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na avaliação do superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, a pesquisa é um instrumento muito importante para compreender a opinião da população em torno de assunto que tem gerado tantos debates.
“É extraordinário constatar que uma parte tão grande da população brasileira rejeite a proposta de reforma do Código Florestal aprovada na Câmara”, afirmou Scaramuzza.
“Agora é a hora de o Senado ouvir a voz do povo e impedir o desmantelamento do Código Florestal. A forte preocupação da população com a conservação das florestas é o alicerce para o governo se empenhar de forma firme junto aos senadores para aperfeiçoar a lei atual assegurando sua implementação efetiva e o cumprimento das metas de reduções de emissões do Brasil. Dessa forma, teremos florestas melhor conservadas, água para as cidades e áreas rurais, habitat para a biodiversidade, solos e polinizadores para a agricultura, além de darmos nossa contribuição para um clima mais seguro”, avaliou.
Confira abaixo o resumo e os resultados da pesquisa Datafolha:
1. A pesquisa visa avaliar o conhecimento e a opinião da população sobre os temas abordados na proposta conhecida como "novo Código Florestal" e votada pela Câmara dos Deputados no final de maio. O questionário foi realizado e aplicado pela Datafolha, por solicitação de Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Imaflora, Imazon, Instituto Socioambiental, SOS Mata Atlântica e WWF-Brasil.
2. Foi realizada pesquisa quantitativa, com abordagem pessoal dos entrevistados, mediante questionário estruturado com cerca de 10 minutos de aplicação. A checagem foi simultânea à coleta de dados e cobriu cerca de 20% do material de cada pesquisador. Trata-se de uma pesquisa com abrangência nacional, incluindo áreas urbanas e rurais, e o universo pesquisado foi de pessoas com 16 anos ou mais, com telefone fixo. O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 7 de junho de 2011. Foram realizadas 1.286 entrevistas. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
3. O resultado é relativamente homogêneo entre as diferentes regiões e classes de renda (com diferenças pouco expressivas) e ainda mais homogêneo quando se considere a área urbana versus a rural. Neste caso, a diferença está quase sempre dentro da margem de erro, apontando para uma opinião bastante consistente entre campo e cidade.
4. O fato que houve expressiva cobertura midiática sobre a recente votação na Câmara dos Deputados fez com que quase dois terços da população declarem ter tomado conhecimento da votação, embora a parcela que se declara bem informada seja modesta, o que reflete a complexidade do tema.
5. Em geral, a pesquisa revela uma opinião pública com forte preocupação pela conservação das florestas, até mesmo quando esta é colocada como eventual fator limitante da produção agropecuária; dependendo das perguntas, a porcentagem dos brasileiros que discordam da proposta votada na Câmara dos Deputados varia entre 77% (a favor do adiamento do debate para ouvir a ciência) e 95% (que não aceitam perdoar desmatamento ilegal sem recuperação).
6. Na pergunta básica e introdutiva, na qual se coloca a alternativa entre dar prioridade para a proteção das florestas (mesmo que isso limite a produção agropecuária) ou para produção (mesmo que limite a proteção das florestas), a primeira alternativa recebe 85% e a segunda, 10%, com 5% de "não sei".
7. No caso do perdão do desmatamento ilegal, foram realizadas perguntas diferentes. Quando se oferecem três opções qualificadas, com uma intermediária, é possível observar como a primeira escolha da população seja em prol da mais rigorosa, isto é a de punir em qualquer caso para dar o exemplo, escolhida por 48% dos entrevistados; em seguida vem a opção intermediária (a de punir só quem se recusa a repor a floresta) com 45%, enquanto a opção de perdoar sem repor a floresta, objeto da proposta votada pela Câmara dos Deputados, atinge meros 5%. Quando se apresentam apenas duas opções, 79% se declaram em geral contra perdoar penalidades e multas (com 19% que aceitam esta possibilidade) e 77% se declaram contra a dispensa da reposição da floresta (com 21% que a admitem).
8. Já no caso da ocupação das Áreas de Preservação Permanente (encostas, topos de morro, várzeas, etc.), prevalece a opção intermediária, ou seja, a de manter apenas cultivos que segurem o solo e não gerem riscos de acidentes, com 66%, seguida da opção de remover todos os cultivos, com 25%, enquanto aquela de manter todos os cultivos - conforme proposta aprovada pela Câmara dos Deputados - é apoiada por apenas 7% da população.
9. A opinião geral sobre o tema é confirmada quando se passa a considerar as implicações políticas: 79% apoiam o eventual veto da presidente, no caso em que o Senado validasse a proposta da Câmara. Trata-se de uma parcela muito superior àquela que aprova em geral a atuação da presidente, que foi de 47% na mais recente pesquisa Datafolha, em março. Uma parcela ainda maior, atingindo 84%, afirma que não votaria em deputados e senadores que tenham votado a favor do perdão de desmatamento ilegal.
10. Uma parcela levemente inferior, atingindo 77%, apoia a proposta da comunidade dos cientistas para adiar a votação no Senado, de forma a ter mais embasamento técnico-científico na nova legislação, enquanto 20% consideram que seria melhor votar imediatamente, de qualquer forma.
FOTO DE ZIG KOCH
VOLTADO EXCLUSIVAMENTE PARA DIVULGAÇÃO DE ASSUNTOS RELACIONADOS AS QUESTÕES AMBIENTAIS NO BRASIL E NO MUNDO. É HORA DE TODOS PARTICIPAREM DESTA LUTA QUE VEM DESTRUINDO O PLANETA.
sábado, 11 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
APENAS 8% DOS MUNICIPIOS FAZEM COLETA SELETIVA DE LIXO
PRECISAMOS SEPARAR O NOSSO LIXO DE CADA DIA
Diariamente o Brasil produz 150 mil toneladas de lixo, das quais 40% são despejadas em aterros a céu aberto. O destino adequado do lixo é um problema que afeta a maioria das cidades – apenas 8% dos 5.565 dos municípios adotam programas de coleta seletiva.
Os dados são de um estudo realizado pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem e mantida por empresas privadas.
O Brasil tem hoje uma Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei Federal 12.305, de 2 de agosto de 2010, e regulamentada pelo Decreto Federal 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Considerada uma vitória do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, o projeto tramitou por 20 anos no Congresso Nacional.
“Nós entramos no circuito porque a primeira lei sequer citava os catadores”, explica Severino Lima Junior, da coordenação nacional do movimento. Segundo ele, a lei é uma das melhores da América Latina .”Hoje a gente tem dados mostrando que 90% do material reciclado passou pela mão de um catador, seja ele de cooperativa ou de rua e lixões.”
A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernanda Daltro, diz que a aprovação da lei foi o resultado de uma grande mobilização de todos os setores envolvidos: a sociedade, o setor produtivo, o governo e os catadores. “A demora da tramitação foi necessária para a adequação de todos os interesses destes setores, do próprio mercado, para atender as exigências, e dos governos, para entender a importância de uma política para os resíduos sólidos.”
A partir do segundo semestre de 2012 os brasileiros poderão ter regras fixas e determinadas pelo governo federal para o descarte adequado de produtos como eletroeletrônicos, remédios, embalagens, resíduos e embalagens de óleos lubrificantes e lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista .
Pela lei, os governos municipais e estaduais têm dois anos de prazo para a elaboração de um plano de resíduos sólidos. (Fonte: Ana Lúcia Caldas/ Radiobrás)
Diariamente o Brasil produz 150 mil toneladas de lixo, das quais 40% são despejadas em aterros a céu aberto. O destino adequado do lixo é um problema que afeta a maioria das cidades – apenas 8% dos 5.565 dos municípios adotam programas de coleta seletiva.
Os dados são de um estudo realizado pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem e mantida por empresas privadas.
O Brasil tem hoje uma Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei Federal 12.305, de 2 de agosto de 2010, e regulamentada pelo Decreto Federal 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Considerada uma vitória do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, o projeto tramitou por 20 anos no Congresso Nacional.
“Nós entramos no circuito porque a primeira lei sequer citava os catadores”, explica Severino Lima Junior, da coordenação nacional do movimento. Segundo ele, a lei é uma das melhores da América Latina .”Hoje a gente tem dados mostrando que 90% do material reciclado passou pela mão de um catador, seja ele de cooperativa ou de rua e lixões.”
A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernanda Daltro, diz que a aprovação da lei foi o resultado de uma grande mobilização de todos os setores envolvidos: a sociedade, o setor produtivo, o governo e os catadores. “A demora da tramitação foi necessária para a adequação de todos os interesses destes setores, do próprio mercado, para atender as exigências, e dos governos, para entender a importância de uma política para os resíduos sólidos.”
A partir do segundo semestre de 2012 os brasileiros poderão ter regras fixas e determinadas pelo governo federal para o descarte adequado de produtos como eletroeletrônicos, remédios, embalagens, resíduos e embalagens de óleos lubrificantes e lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista .
Pela lei, os governos municipais e estaduais têm dois anos de prazo para a elaboração de um plano de resíduos sólidos. (Fonte: Ana Lúcia Caldas/ Radiobrás)
terça-feira, 7 de junho de 2011
PARQUE MATA ATLÂNTICA COMPLETA 11 ANOS DE CRIAÇÃO
Autor: Jaqueline Pesenti. Publicado em 06/06/2011.
Nenhum comentário | Comentar
Página inicial > Notícias > Notícias da Apremavi >
Cachoeira Perau do Gropp
No dia 05 de junho, o Parque Natural Municipal da Mata Atlântica, localizado em Atalanta (SC), completou seus 11 anos de criação. Criado no ano de 2000, através do Decreto Municipal 004/2000, o parque veio consolidar a imagem do município como a “Capital Ecológica do Estado de Santa Catarina”.
Compilado a isso, veio um grande desafio: o de transformar um local com grande parte da área em estado de degradação, em um centro de referência em Educação Ambiental. Durante quatro anos, diversas pessoas trabalharam e superaram este desafio. Árvores e flores foram novamente plantadas, antigas construções foram reformadas e a população local foi envolvida através de atividades de educação ambiental e cursos de capacitação.
Finalmente em 2004 o parque foi aberto para visitação pública, recebendo em média 3.000 visitantes por ano. Foi desde este ano também, que a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), através de um Termo de Parceria com a Prefeitura Municipal de Atalanta, realiza a gestão da área, tendo o apoio fundamental de outras empresas e pessoas físicas, como a Metalúrgica Riosulense e Fabrício Axt. Também já auxiliaram na gestão do parque, a empresa Scheller Madeiras e o Centro de Dirigentes Lojistas de Atalanta.
A implantação do Parque Mata Atlântica mostrou para a região que é possível conservar remanescentes florestais gerando, ao mesmo tempo, atividades econômicas como o agro e o ecoturismo. A criação de áreas municipais de conservação não beneficia somente o número de hectares que a compõe, mas também, toda população que está inserida no seu entorno.
O parque possui ótima estrutura para recepção de visitantes, contanto com um centro de visitantes com recepção, centro administrativo e auditório para 80 pessoas; o Museu Histórico Wogeck Kubiack que possui um amplo acervo contando parte da história de colonização de Atalanta; duas trilhas em meio à Mata Atlântica que dão acesso a “Cascata Córrego do Rio Caçador” que possui 18 metros e a “Cachoeira Perau do Gropp”, principal atrativo do parque, com 41 metros de queda.
Venha conhecer o Parque Natural Municipal da Mata Atlântica!
Agende sua visita nos seguintes contatos:
Telefone: (47) 3535-0229
E-mail: parquema@apremavi.org.br
Horário de Atendimento:
Segunda à quinta-feira: 7h30 às 12h 13h30 às 18h
Sexta-feira: 7h30 às 12h 13h30 às 17h
Sábado e Domingo: 9h às 12 14h às 18h
segunda-feira, 6 de junho de 2011
05 DE JUNHO: LUTE PELO MEIO AMBIENTE
© WWF-Brasil
Uma das maiores ameaças de retrocesso na proteção às florestas brasileiras é a proposta ruralista para reformas do Código Florestal.
Links relacionados
Análise dos principais problemas do novo relatório de Aldo Rebelo
A legislação ambiental e os recursos naturais brasileiros estão sob novo ataque, mais uma vez protagonizado por setores que colocam seus interesses à frente do desenvolvimento sustentável do país.
O cenário é de desmatamento e violência em alta, megaobras que ameaçam a biodiversidade e culturas tradicionais e política na contramão de um planeta que enfrenta as mudanças do clima.
Por tudo isso, este Dia Mundial do Meio Ambiente1 é o momento de renovar o engajamento e a luta contra modelos ultrapassados de desenvolvimento e retrocessos que custarão caro ao futuro do Brasil. É tempo de ação.
Demonstre sua contrariedade com os rumos da política nacional pendurando tecidos pretos nas janelas e sacadas, carregue bandeiras, amarre faixas em seu braço. Proteste e aja pela conservação, recuperação e bom uso de nossas riquezas naturais. Veja o que você pode fazer.
Uma das maiores ameaças de retrocesso é o Projeto de Lei 1876/1999, a proposta ruralista para reformas do Código Florestal. Entidades civis ligadas ao movimento SOS Florestas se debruçaram sobre o relatório do deputado federal comunista Aldo Rebelo (SP) e concluíram que o projeto de reforma representa grave ameaça às florestas e a própria agropecuária brasileiras. O Código Florestal em vigor é uma Lei do Futuro, na medida em que protege a produção agrícola, as fontes de água e a megadiversidade brasileira por meio dos serviços ecológicos prestados pelas áreas de proteção permanente (APPs) e pelas reservas legais (RL).
A proposta aprovada na Câmara dos Deputados em 24 de maio e agora em análise pelo Senado Federal incentiva o desmatamento em todo o país, dribla a necessária recuperação de áreas degradadas, anistia desmatadores ilegais, retira a proteção de manguezais, veredas e outras áreas protegidas, reduz a proteção de rios, córregos e outros cursos d´água e reduz a necessidade de florestas em propriedades rurais na Amazônia.
Também repassa a estados e municípios o direito de autorizar desmates, não incorpora novos instrumentos de promoção à recuperação e conservação ambiental, prejudica metas nacionais de proteção da biodiversidade e de redução de emissões e, ainda, ameaça as exportações para mercados globalizados e cada vez mais exigentes de itens produzidos com sustentabilidade. Veja aqui mais informações.
Antes de alcançar o escaninho da Presidência da República, onde a legislação poderá ser total ou parcialmente vetada, há chances de que receba melhorias no Senado, onde Jorge Viana (PT/AC) será o relator do texto na Comissão de Meio Ambiente. O projeto será relatado nas comissões de Agricultura e de Constituição e Justiça pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC).
Comunidade científica, produtores rurais de todos os portes, sociedade civil e entidades ambientalistas têm exposto claramente sua contrariedade ao texto ruralista e propõem debates ampliados e democráticos sobre as necessárias melhorias no Código Florestal. Alterar a legislação sem a devida cautela põe em jogo a sustentabilidade de setores estratégicos para o país.
Além disso, as alterações na lei dedicada a garantir um bom uso das florestas têm total interdependência com outros avanços que o Brasil tem registrado nos últimos anos, como ampliação da área protegida em unidades de conservação, redução das taxas anuais de desmatamento, manutenção de uma matriz energética renovável e o encaminhamento de políticas voltadas ao pagamento por serviços ambientais.
Uma das maiores ameaças de retrocesso na proteção às florestas brasileiras é a proposta ruralista para reformas do Código Florestal.
Links relacionados
Análise dos principais problemas do novo relatório de Aldo Rebelo
A legislação ambiental e os recursos naturais brasileiros estão sob novo ataque, mais uma vez protagonizado por setores que colocam seus interesses à frente do desenvolvimento sustentável do país.
O cenário é de desmatamento e violência em alta, megaobras que ameaçam a biodiversidade e culturas tradicionais e política na contramão de um planeta que enfrenta as mudanças do clima.
Por tudo isso, este Dia Mundial do Meio Ambiente1 é o momento de renovar o engajamento e a luta contra modelos ultrapassados de desenvolvimento e retrocessos que custarão caro ao futuro do Brasil. É tempo de ação.
Demonstre sua contrariedade com os rumos da política nacional pendurando tecidos pretos nas janelas e sacadas, carregue bandeiras, amarre faixas em seu braço. Proteste e aja pela conservação, recuperação e bom uso de nossas riquezas naturais. Veja o que você pode fazer.
Uma das maiores ameaças de retrocesso é o Projeto de Lei 1876/1999, a proposta ruralista para reformas do Código Florestal. Entidades civis ligadas ao movimento SOS Florestas se debruçaram sobre o relatório do deputado federal comunista Aldo Rebelo (SP) e concluíram que o projeto de reforma representa grave ameaça às florestas e a própria agropecuária brasileiras. O Código Florestal em vigor é uma Lei do Futuro, na medida em que protege a produção agrícola, as fontes de água e a megadiversidade brasileira por meio dos serviços ecológicos prestados pelas áreas de proteção permanente (APPs) e pelas reservas legais (RL).
A proposta aprovada na Câmara dos Deputados em 24 de maio e agora em análise pelo Senado Federal incentiva o desmatamento em todo o país, dribla a necessária recuperação de áreas degradadas, anistia desmatadores ilegais, retira a proteção de manguezais, veredas e outras áreas protegidas, reduz a proteção de rios, córregos e outros cursos d´água e reduz a necessidade de florestas em propriedades rurais na Amazônia.
Também repassa a estados e municípios o direito de autorizar desmates, não incorpora novos instrumentos de promoção à recuperação e conservação ambiental, prejudica metas nacionais de proteção da biodiversidade e de redução de emissões e, ainda, ameaça as exportações para mercados globalizados e cada vez mais exigentes de itens produzidos com sustentabilidade. Veja aqui mais informações.
Antes de alcançar o escaninho da Presidência da República, onde a legislação poderá ser total ou parcialmente vetada, há chances de que receba melhorias no Senado, onde Jorge Viana (PT/AC) será o relator do texto na Comissão de Meio Ambiente. O projeto será relatado nas comissões de Agricultura e de Constituição e Justiça pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC).
Comunidade científica, produtores rurais de todos os portes, sociedade civil e entidades ambientalistas têm exposto claramente sua contrariedade ao texto ruralista e propõem debates ampliados e democráticos sobre as necessárias melhorias no Código Florestal. Alterar a legislação sem a devida cautela põe em jogo a sustentabilidade de setores estratégicos para o país.
Além disso, as alterações na lei dedicada a garantir um bom uso das florestas têm total interdependência com outros avanços que o Brasil tem registrado nos últimos anos, como ampliação da área protegida em unidades de conservação, redução das taxas anuais de desmatamento, manutenção de uma matriz energética renovável e o encaminhamento de políticas voltadas ao pagamento por serviços ambientais.
Assinar:
Comentários (Atom)



