sábado, 22 de maio de 2010

APREMAVI PARTICIPA DO VIVA A MATA EM SÃO PAULO

O Viva a Mata é um evento nacional sobre a Mata Atlântica, que acontece todo ano no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo e é promovido pela Fundação SOS Mata Atlânica. Tem patrocínio do Banco Bradesco e apoio da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, da Tam Linhas Aéreas, da Rede Globo e da Rádio Eldorado.



Uma das atividades do Viva Mata é a "Mostra de Iniciativas e Projetos em prol da Mata Atlântica" e é nesta mostra que a Associação Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) apresentará as atividades que vem desenvolvendo na região da Floresta com Araucárias e junto ao programa de Planejamento de Propriedades e Paisagens.

As atividades serão desenvolvidas num estande chamada espaço da Fauna e Flora e junto com a Apremavi estarão outras sete organizações ambientalistas, como a Fundação Biodiversitas, a Apoena, a Associação Muriqui e a Associação Mico Leão Dourado.

A representante da Apremavi, Carolina Schaffer, está animada com o evento e após a montagem do estande declarou: "todos estão muito empenhados em fazer um bom trabalho, em passar informações importantes para as pessoas que passarão pelo estande e também em discutir novos projetos ambientais".

A programação completa do Viva Mata pode ser acessada no anexo.

Paralelo à programação do Viva Mata, acontecerá o Seminário "Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica", organizado pelo Ministério do Meio Ambiente, Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e Rede de ONGs da Mata Atlântica com o apoio da GTZ – Projeto Proteção da Mata Atlântica II, SOS Mata Atlântica e Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. O seminário será realizado no dia 22 de maio 2010, das 14h às 19h, no Auditório do Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera.

No seminário, especialistas farão uma análise dos avanços na proteção da floresta e apontarão temas prioritários aos candidatos às eleições deste ano, pedindo que assumam compromissos de conservar e recuperar a Mata Atlântica.



Para o coordenador da Rede de ONGs da Mata Atlântica, Renato Cunha o futuro da Mata Atlântica depende do fortalecimento da estratégia de criação, ampliação e consolidação das Unidades de Conservação e do arcabouço legal que protege a vegetação nativa. Segundo ele, há um sério risco de que o país perca importantes conquistas para a proteção da Mata Atlântica com a perspectiva de mudanças na legislação ambiental, principalmente no que se refere ao Código Florestal. Ao mesmo tempo, pondera que não bastam as leis. “É preciso que se tenha consciência da importância da floresta e seus serviços ambientais para a população. A Mata Atlântica é de interesse de todos os brasileiros”, afirma.



“Os recursos naturais preservados são a condição básica para o desenvolvimento sustentável de um país. Sem isso não há sustentabilidade na agricultura e nem qualidade de vida no campo e na cidade no futuro”, complementa Wigold Schaffer, coordenador do Núcleo Mata Atlântica do MMA. Segundo ele, há no Brasil as condições para o país orientar e liderar um movimento nacional e internacional em busca de soluções e adaptações a um modelo de desenvolvimento que seja realmente sustentável.

A programação do seminário encontra-se em anexo.

Arquivos anexos

Programação Viva Mata (18kb)

Programação Seminário Mata Atlântica (42kb)

ÁGUA DOCE O BRASIL TEM PARA DAR E VENDER

É inadmissível um país de dimensão continental como o Brasil, maior detentor de água doce do planeta, através das bacias hidrográficas (Amazônica, do São Francisco, do Tocantins–Araguaia e Platina), onde são despejados milhares ou talvez milhões de metros cúbicos de água por segundo (m³/s) nos mares (Oceano Atlântico) das respectivas regiões, quase sem nenhum aproveitamento ao longo dos cursos de suas bacias hidrográficas pelos poderes públicos constituídos. Além da abundância das águas superficiais (rios, lagos, lagoas, represas, açudes, etc., que o Brasil detém, ainda abundância em águas subterrâneas, os conhecidos lençóis freáticos, ou melhor, os grandes aquíferos, como, por exemplo, o Aquífero Guarani encravado no Sul e Sudeste do Brasil).

Segundo estimam alguns especialistas, esse mencionado aquífero tem um volume de mais de 50 quatrilhões de metros cúbicos de água, que corresponde a muitas Baías da Guanabara, que volume daria para abastecer uma cidade no porte de São Paulo, com população aproximada de 10 milhões de habitantes, por 1.000 anos! Só para se ter uma idéia da grandeza desse aquífero, o Guarani é fonte natural de toda Bacia Platina: Rio Paraná, Rio Guaíba, Rio da Prata...

Temos também, nos limítrofes do sul do Piauí, com o norte de Tocantins e o oeste da Bahia, um grande aquífero, que alimenta três grandes rios Brasileiros, que são: Rio São Francisco, Rio Tocantins e, finalmente, Rio Parnaíba, encravado no sertão do Piauí. Esse rio só é perene graças esse referido aquífero, pois, como se sabe, o clima do Piauí é semi-árido, seco, sujeito às secas periódicas.

Uma grande parte da população brasileira não sabe que a cidade do Recife, capital Pernambucana, está encravada em cima de um bolsão de água subterrânea. Apesar de já poluída, devido às poluições dos Rios Capibaribe e Beberibe, e Recife ser muito baixa em relação ao mar, mas, para isto, existem as tecnologias das engenharias sanitária e ambiental para tratar e despoluir as águas poluídas e contaminadas.

É inconcebível que, no Brasil, um país gigante por natureza, com abundância de recursos hídricos tanto concernentes ao lençol freático (águas subterrâneas), como águas superficiais (rios, lagos, represas e açudes) e águas litorâneas (apesar de salgadas), que se estendem do Oiapoque ao Chuí, com o litoral de quase 8.000 quilômetros de extensão, algumas metrópoles regionais, como, por exemplo, Recife – PE, banhada por dois rios - Capibaribe e Beberibe -, sua população está sofrendo com falta de água potável para seu consumo. Isso é um descaso dos poderes públicos, um absurdo!

Como se sabe, o problema crucial para a humanidade neste atual século vai ser a escassez de água, e o Brasil, será o maior detentor desse liquido precioso. Portanto, cabe ao governo brasileiro traçar uma política de armazenamento desses recursos hídricos despejados, continuamente, nos mares de suas respectivas regiões, no intuito de termos a maior reserva de água doce do planeta, para quando formos procurados por outros países e com certeza vamos ser, seremos o maior exportador de água doce deste século e de outros séculos subsequentes.

Para se atender os objetivos do projeto da política de armazenamento dos nossos recursos hídricos bastaria, somente, que o governo brasileiro interligasse as quatro grandes bacias hidrográficas brasileiras, tendo a Amazônica supridora dessas interligações, pois a Bacia Amazônica despeja mais de 215.000 m³, diuturnamente no oceano Atlântico.

Com a efetivação dessas sonhadas, porém exequível interligação das grandes bacias brasileira, se salvaria de morte prematura o Rio São Francisco e se viabilizaria, de vez, sem sofrer solução de continuidade, a transposição de suas águas para os sertões nordestinos brasileiros. Ao mesmo tempo, se estabeleceria a política de gerenciamento dos recursos hídricos brasileiros neste séc. XXI, e para os próximos séculos...

Atendendo a uma política agrícola/fundiária no desenvolvimento autosustentável. Evitar-se-ia, desta forma, o mau uso da água, que, decorrente disto, existem bolsões de misérias às margens do Rio São Francisco, ao longo dos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. e no estado do Amazonas, quase totalmente banhado por água, é absurdamente gritante o seu subdesenvolvimento...

*Do livro "Água: A Essência da Vida"