domingo, 24 de outubro de 2010

BALANÇO DA PRIMEIRA SEMANA DA COP EM NAGOIA

22 Outubro 2010



© Ligia Paes de Barros

Evento de encerramento da primeira semana da COP 10, em Nagoia.

Links relacionados

• Negociações de ABS surpreendem e geram preocupação sobre bom resultado da COP 10

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• Posição da rede WWF sobre repartição de benefícios 56 KB pdf

Ligia Paes de Barros, de Nagoia

WWF-Brasil



Durante a primeira semana de negociações sobre biodiversidade na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 10 da CDB), que acontecem em Nagoia até o dia 29 de outubro, o clima foi de muito trabalho, impasses e indefinição em relação aos resultados para a conservação da biodiversidade do planeta.



No início da semana, três temas se destacaram como fundamentais na COP 10: o Plano Estratégico, documento que define as ações de conservação que os países membros terão que implementar na próxima década, a mobilização de recursos financeiros para implementação desse plano e o protocolo de acesso e repartição de benefícios dos recursos genéticos da biodiversidade (ABS).



Hoje, sexta-feira, 22 de outubro, na véspera de uma suposta pausa nas discussões para o fim de semana (já que muitas discussões avançarão fim de semana adentro), os três temas continuam se destacando. No entanto, não tão positivamente quanto todos esperavam ou desejam.



Vale lembrar que as Conferências das Partes da CDB acontecem a cada dois anos e a COP de Nagoia - que acontece em 2010, declarado pela ONU como Ano Internacional da Biodiversidade - é uma COP especial e extremamente importante. Neste ano fizemos um balanço – infelizmente não muito positivo – do que foi alcançado em termos de conservação e uso sustentável da biodiversidade até 2010 e serão definidas as ações que países terão que implementar até 2020.



Resultados pouco ambiciosos nessa COP representam um grande risco para humanidade uma vez que a biodiversidade global está seriamente ameaçada e várias regiões ecológicas da Terra estão próximas de atingir pontos de colapso, a partir do qual nunca mais poderá se recuperar dos impactos sofridos.



Plano Estratégico

O Plano Estratégico 2011 – 2020 é o documento considerado o mais importante da Convenção sobre Diversidade Biológica. É ele que define as ações que serão tomadas na próxima década pelos países signatários da CDB para reduzir a perda de biodiversidade do planeta. Ele deve integrar os programas e decisões da Convenção, dar o tom e o nível de ambição dos próximos 10 anos e ter metas claras e verificáveis.



As discussões sobre o tema têm sido longas, cansativas, e não muito animadoras. Houve um retrocesso na negociação com a reabertura da discussão sobre alguns pontos que já haviam sido acordados entre os países.



Um ponto sensível nas negociações é a definição da missão do Plano. Alguns países defendem zerar a taxa de perda de biodiversidade até 2020, o que é considerado extremamente desejável pela Rede WWF e pelo WWF-Brasil, e outros defendem a redução dessa taxa pela metade. Para a surpresa e desapontamento da sociedade civil do país, o Brasil apoiou a segunda opção, manifestando-se a favor de um Plano Estratégico menos ambicioso.



A meta sobre o aumento da proteção em unidades de conservação de 10 para 20% dos países até 2020 tem fortes defesas, mas também tem gerado polêmica. Muitos países têm se posicionado contra esse aumento e inclusive abrindo a discussão para uma diminuição dessa meta para 6% na proteção das áreas dos oceanos.



Outro ponto crucial é a meta que aborda a questão do desmatamento ou conversão de habitats, ou seja, a transformação de áreas naturais em áreas degradadas, áreas agrícolas ou urbanas. Novamente o desejável seria acabar com a conversão de habitats e desmatamento até 2020, mas o Brasil anunciou que defende o compromisso de reduzir essa conversão pela metade até o fim da década.



“O Brasil está cooperando nas discussões sobre áreas protegidas, no entanto o posicionamento por uma missão do Plano Estratégico pouco ambiciosa e a redução apenas pela metade do desmatamento surpreenderam negativamente. Não esperávamos essa posição”, apontou Maretti.



“Isso não é nem manter os níveis dos compromissos nacionais! É fundamental um comprometimento mais forte no Brasil, sobretudo para quem sonha com o Brasil como líder do desenvolvimento sustentável, da economia verde. Esperamos que com o andar das negociações, eles mudem de ideia”, afirmou.



Repartição dos benefícios da biodiversidade

O protocolo sobre o acesso e repartição dos benefícios dos recursos genéticos da biodiversidade (ABS), vem despontando como o tema mais polêmico da conferência em Nagoia até o momento.



Na história da CDB, a repartição dos benefícios, sempre foi a questão que menos avançou em relação aos outros dois objetivos da Convenção – conservação e uso sustentável da biodiversidade. Depois de alguns anos de espera, estabeleceu-se que uma decisão sobre a questão seria tomada até esta COP, no entanto, os países ainda não atingiram consenso sobre o conteúdo do texto que servirá de base para negociações de alto nível que começam na próxima semana.



O grupo de trabalho que discute o tema está trabalhando intensivamente sem conseguir atingir um consenso. Estava prometida para hoje a entrega do documento final, no entanto, na plenária de avaliação da primeira semana, o responsável pelo grupo anunciou que os debates continuarão durante o fim de semana. Para saber alguns dos elementos de disputa entre os países, clique aqui.



O conflito de interesses tem acontecido principalmente entre países desenvolvidos, usuários dos recursos da biodiversidade, e países ricos em biodiversidade, em sua maioria em desenvolvimento, detentores desses recursos.



O principal problema desse conflito é que os países detentores da biodiversidade, como é o caso do Brasil, anunciaram que, sem a aprovação do protocolo de ABS, eles não aprovarão o Plano Estratégico com compromissos de conservação para a próxima década.



“Estamos bastante preocupados com a falta de consenso entre os países sobre o tema. A aprovação do protocolo de ABS é fundamental nessa COP. Chegou a hora dos países desenvolvidos mostrarem seu comprometimento com o sucesso desta COP e maior flexibilidade nas negociações do tema, em benefício de melhor equilíbrio e justiça”, afirmou Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil.



O chefe da delegação brasileira na Conferência, Paulino de Carvalho afirmou que a prioridade do país na COP de Nagoia é o protocolo. “Só iremos aprovar o Plano estratégico com um acordo no pacote completo: Plano, ABS e mobilização de recursos financeiros. Não estamos blefando”, afirmou Carvalho. No entanto, o ministro apontou que está otimista e que acredita que até o dia 29 de outubro, os países cheguem a um acordo.



Recursos Financeiros

As negociações também estão difíceis em relação à mobilização de recursos financeiros, embora haja avanços no estabelecimento da estrutura de um plano sobre o tema. Nesse ponto, a principal divergência acontece entre os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos.



Os primeiros, liderados principalmente por países africanos, exigem que seja aprovada durante esta COP uma estratégia de financiamento de longo prazo que estabeleça um compromisso dos países desenvolvidos em doar recursos para ações de conservação da biodiversidade nos países em desenvolvimento.



Os países desenvolvidos estão resistindo principalmente com o argumento de que não tem mais recursos disponíveis.



Segunda semana

Na próxima semana acontecerão as negociações de alto nível entre os ministros dos países partes da Convenção sobre Diversidade Biológica. Nesse clima de indefinições e falta de consenso, as delegações das nações ainda têm muito trabalho pela frente.



“Tudo será definido na próxima semana. Esperamos bastante disposição das delegações dos países para superar as diferenças e muita vontade política para tomar decisões ambiciosas pela biodiversidade do planeta. Não podemos correr o risco de ver essa COP ser um fracasso. A vida no planeta é que pagaria por isso”, afirmou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.



Para James Leape, diretor-geral do WWF-Internacional, chegou o momento dos delegados dos países colocarem suas diferenças de lado. “Estamos chamando os delegados dos países a assumirem suas responsabilidades. Nossa segurança alimentar e estabilidade econômica dependem disso”, afirmou Leape.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

EMPRESAS SE UNEM PELA BIODIVERSDADE

24 Setembro 2010



© placbo / Flickr.com

O objetivo do Movimento é promover a mobilização do setor empresarial brasileiro para o Ano Internacional da Biodiversidade.

Links relacionados

• Biodiversidade

• Responsabilidade socioambiental corporativa

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• Carta Empresarial pela Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade 36 KB pdf

Foi lançada na última quinta-feira (23/09) a Carta Empresarial pela Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade. Através dessa Carta, empresas e organizações declaram voluntariamente uma série de compromissos em favor da biodiversidade brasileira. A ideia é levar um posicionamento empresarial ao governo brasileiro sobre o uso responsável da Biodiversidade Brasileira, assumindo compromissos e solicitando ações internas e externas. O evento contou com a participação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), representado por Bráulio Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas, e Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental.



A Carta é uma iniciativa do Movimento Empresarial pela Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade, que foi criado em agosto deste ano com o objetivo de promover a mobilização das empresas brasileiras em função do Ano Internacional da Biodiversidade. As empresas participantes se comprometem a incorporar em suas estratégias ações para conservação da biodiversidade e repartição justa de benefícios, expandir práticas para suas cadeias de suprimento, promover o engajamento de sociedade, setor privado e governo na causa, e, principalmente de monitorar e divulgar regularmente resultados dos compromissos assumidos.



O Movimento, iniciado pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social junto às empresas Alcoa, Natura, Vale e Walmart, ganhou cerca de 50 novas adesões durante o lançamento da Carta. O grupo busca novos participantes que queiram fazer parte dessa ação de vanguarda, tanto no contexto brasileiro quanto internacional.



Além do setor empresarial, também fazem parte da mobilização as instituições WWF-Brasil, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces), Conservação Internacional, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e União para o Biocomércio Ético (UEBT, na sigla em inglês).

domingo, 19 de setembro de 2010

MATAS LEGAIS INCENTIVA RECUPERAÇÃO DE NASCENTES EM ASSENTAMENTO NO PARANÁ

Autor: Leandro da Rosa Casanova. Publicado em 17/09/2010.


 Notícias da Apremavi >



Moradores recebendo mudas nativas dos técnicos da Apremavi

Recentemente em visita aos trabalhos de campo do Programa Matas Legais desenvolvido na região de Telêmaco Borba (PR), foi possível observar nas comunidades rurais que, quando o assunto é água, há uma seriedade e preocupação com esse importante recurso natural.



O local visitado foi um assentamento de reforma agrária chamado Vale Verde, localizado no município de Ibaiti (PR). O programa Matas Legais, parceria entre Apremavi e Klabin, tem proporcionado às comunidades rurais que trabalham com fomento florestal com a Klabin, possibilidades para a recuperação da vegetação nativa nas suas propriedades, mediante plantio com árvores nativas. O que pode ser presenciado nesse assentamento, foi uma intensa preocupação por parte dos moradores com relação à água.



Durante a visita, um período de estiagem assolava a região, e quando a água começa a faltar lembra-se que urgentemente precisa-se fazer algo. Por esse motivo dentro da comunidade do assentamento Vale Verde, tanto os agricultores que são parceiros da Klabin, quanto aqueles que não plantam florestas comerciais, estão engajados no trabalho de recuperação, principalmente de nascentes, o que na região são popularmente conhecidas por “minas de água”.



A fazenda que hoje se transformou em um assentamento, antigamente era de propriedade de uma usina de cana de açúcar, na qual, no passado, era quase que totalmente utilizada para plantio de cana.



Percebe-se que, considerando ser uma área de grande extensão, existem grandes passivos ambientais em decorrência de seu uso no passado. Por outro lado o interesse e a iniciativa existente por parte dos moradores em recuperar as nascentes de água mostra que a consciência ambiental da comunidade está em alerta.



O objetivo do Programa Matas Legais é desenvolver ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

domingo, 25 de julho de 2010

O QUE É A BIODIVERSIDADA

O que é biodiversidade?


Notícias

Países debatem repartição de benefícios da biodiversidade
23 Jul 2010

Biodiversidade está na pauta da Câmara dos Deputados
14 Jul 2010

A Majestade da Vida

Quando falamos que queremos salvar o planeta, usamos a palavra "biodiversidade" para designar um conceito que, sem dúvida, é enorme. Biodiversidade: a vida, o mundo, a variação da vida no planeta inteiro.



É uma grande ideia com uma longa história.





A biodiversidade existente na Terra hoje consiste em vários milhões de espécies biológicas distintas, o produto de quatro bilhões de anos de evolução.



Mas a própria palavra “biodiversidade” é, na verdade, bem nova.



A palavra "biodiversidade" foi cunhada como uma contração de "diversidade biológica" em 1985.



Bem bolado, né?



Um simpósio realizado em 1986 e o livro lançado em seguida, BioDiversity (Wilson 1986), editado pelo biólogo E. O. Wilson, pavimentaram o caminho para a popularização da palavra e do conceito.



E com o aumento do interesse de políticos, cientistas e conservacionistas pela situação do planeta e pela surpreendente complexidade da vida, desenvolvemos um grande apego por essa nova palavra.



E por que falamos tanto sobre a Biodiversidade?



Simples.



Em tempos relativamente recentes, o mundo começou a perder espécies e habitats a uma velocidade crescente e alarmante.



Por quê?



Por causa de nós.



Veja também

WWF Brasil - Países debatem repartição de benefícios da biodiversidade

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domingo, 6 de junho de 2010

5 DE JNHO : DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE O MOMENTO É DE AÇÃO

O Planeta chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente em momento crítico. É preciso agir e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações.



Num momento em que a Natureza se apresenta especialmente inquieta, com manifestações causadas ou não pelo Homem – mas que cobram um preço alto em vidas –, tais como furacões furiosos, enchentes devastadoras, deslizamentos letais, invernos glaciais, chegamos ao Dia Mundial do Meio Ambiente chamando não somente à reflexão, mas, principalmente, à ação de todos em defesa da vida.



Todos temos como contribuir – direta ou indiretamente – para que as sociedades caminhem rumo à sustentabilidade e para que a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza deixe de ser mera utopia.



Atitudes individuais e coletivas, como o consumo consciente no dia a dia e a exigência, pela população, do cumprimento das leis por órgãos governamentais em todos os níveis são fundamentais.



À iniciativa privada cabe não somente investir em conservação do meio ambiente, mas, principalmente, assumir uma postura de responsabilidade socioambiental, trabalhando de dentro para fora, com adequação de suas cadeias produtivas e meios de produção, distribuição etc.



À sociedade civil organizada, em especial às ONGs socioambientalistas como o próprio WWF-Brasil, cabe conceber e aplicar soluções, realizar campanhas, mobilizar e facilitar o engajamento de indivíduos, governos e iniciativa privada num esforço conjunto para o bem comum das gerações de agora e do futuro.



E tudo isto tem que ser feito agora. A Natureza já nos envia seus sinais de alerta.



io Ambiente

sábado, 22 de maio de 2010

APREMAVI PARTICIPA DO VIVA A MATA EM SÃO PAULO

O Viva a Mata é um evento nacional sobre a Mata Atlântica, que acontece todo ano no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo e é promovido pela Fundação SOS Mata Atlânica. Tem patrocínio do Banco Bradesco e apoio da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, da Tam Linhas Aéreas, da Rede Globo e da Rádio Eldorado.



Uma das atividades do Viva Mata é a "Mostra de Iniciativas e Projetos em prol da Mata Atlântica" e é nesta mostra que a Associação Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) apresentará as atividades que vem desenvolvendo na região da Floresta com Araucárias e junto ao programa de Planejamento de Propriedades e Paisagens.

As atividades serão desenvolvidas num estande chamada espaço da Fauna e Flora e junto com a Apremavi estarão outras sete organizações ambientalistas, como a Fundação Biodiversitas, a Apoena, a Associação Muriqui e a Associação Mico Leão Dourado.

A representante da Apremavi, Carolina Schaffer, está animada com o evento e após a montagem do estande declarou: "todos estão muito empenhados em fazer um bom trabalho, em passar informações importantes para as pessoas que passarão pelo estande e também em discutir novos projetos ambientais".

A programação completa do Viva Mata pode ser acessada no anexo.

Paralelo à programação do Viva Mata, acontecerá o Seminário "Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica", organizado pelo Ministério do Meio Ambiente, Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e Rede de ONGs da Mata Atlântica com o apoio da GTZ – Projeto Proteção da Mata Atlântica II, SOS Mata Atlântica e Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. O seminário será realizado no dia 22 de maio 2010, das 14h às 19h, no Auditório do Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera.

No seminário, especialistas farão uma análise dos avanços na proteção da floresta e apontarão temas prioritários aos candidatos às eleições deste ano, pedindo que assumam compromissos de conservar e recuperar a Mata Atlântica.



Para o coordenador da Rede de ONGs da Mata Atlântica, Renato Cunha o futuro da Mata Atlântica depende do fortalecimento da estratégia de criação, ampliação e consolidação das Unidades de Conservação e do arcabouço legal que protege a vegetação nativa. Segundo ele, há um sério risco de que o país perca importantes conquistas para a proteção da Mata Atlântica com a perspectiva de mudanças na legislação ambiental, principalmente no que se refere ao Código Florestal. Ao mesmo tempo, pondera que não bastam as leis. “É preciso que se tenha consciência da importância da floresta e seus serviços ambientais para a população. A Mata Atlântica é de interesse de todos os brasileiros”, afirma.



“Os recursos naturais preservados são a condição básica para o desenvolvimento sustentável de um país. Sem isso não há sustentabilidade na agricultura e nem qualidade de vida no campo e na cidade no futuro”, complementa Wigold Schaffer, coordenador do Núcleo Mata Atlântica do MMA. Segundo ele, há no Brasil as condições para o país orientar e liderar um movimento nacional e internacional em busca de soluções e adaptações a um modelo de desenvolvimento que seja realmente sustentável.

A programação do seminário encontra-se em anexo.

Arquivos anexos

Programação Viva Mata (18kb)

Programação Seminário Mata Atlântica (42kb)

ÁGUA DOCE O BRASIL TEM PARA DAR E VENDER

É inadmissível um país de dimensão continental como o Brasil, maior detentor de água doce do planeta, através das bacias hidrográficas (Amazônica, do São Francisco, do Tocantins–Araguaia e Platina), onde são despejados milhares ou talvez milhões de metros cúbicos de água por segundo (m³/s) nos mares (Oceano Atlântico) das respectivas regiões, quase sem nenhum aproveitamento ao longo dos cursos de suas bacias hidrográficas pelos poderes públicos constituídos. Além da abundância das águas superficiais (rios, lagos, lagoas, represas, açudes, etc., que o Brasil detém, ainda abundância em águas subterrâneas, os conhecidos lençóis freáticos, ou melhor, os grandes aquíferos, como, por exemplo, o Aquífero Guarani encravado no Sul e Sudeste do Brasil).

Segundo estimam alguns especialistas, esse mencionado aquífero tem um volume de mais de 50 quatrilhões de metros cúbicos de água, que corresponde a muitas Baías da Guanabara, que volume daria para abastecer uma cidade no porte de São Paulo, com população aproximada de 10 milhões de habitantes, por 1.000 anos! Só para se ter uma idéia da grandeza desse aquífero, o Guarani é fonte natural de toda Bacia Platina: Rio Paraná, Rio Guaíba, Rio da Prata...

Temos também, nos limítrofes do sul do Piauí, com o norte de Tocantins e o oeste da Bahia, um grande aquífero, que alimenta três grandes rios Brasileiros, que são: Rio São Francisco, Rio Tocantins e, finalmente, Rio Parnaíba, encravado no sertão do Piauí. Esse rio só é perene graças esse referido aquífero, pois, como se sabe, o clima do Piauí é semi-árido, seco, sujeito às secas periódicas.

Uma grande parte da população brasileira não sabe que a cidade do Recife, capital Pernambucana, está encravada em cima de um bolsão de água subterrânea. Apesar de já poluída, devido às poluições dos Rios Capibaribe e Beberibe, e Recife ser muito baixa em relação ao mar, mas, para isto, existem as tecnologias das engenharias sanitária e ambiental para tratar e despoluir as águas poluídas e contaminadas.

É inconcebível que, no Brasil, um país gigante por natureza, com abundância de recursos hídricos tanto concernentes ao lençol freático (águas subterrâneas), como águas superficiais (rios, lagos, represas e açudes) e águas litorâneas (apesar de salgadas), que se estendem do Oiapoque ao Chuí, com o litoral de quase 8.000 quilômetros de extensão, algumas metrópoles regionais, como, por exemplo, Recife – PE, banhada por dois rios - Capibaribe e Beberibe -, sua população está sofrendo com falta de água potável para seu consumo. Isso é um descaso dos poderes públicos, um absurdo!

Como se sabe, o problema crucial para a humanidade neste atual século vai ser a escassez de água, e o Brasil, será o maior detentor desse liquido precioso. Portanto, cabe ao governo brasileiro traçar uma política de armazenamento desses recursos hídricos despejados, continuamente, nos mares de suas respectivas regiões, no intuito de termos a maior reserva de água doce do planeta, para quando formos procurados por outros países e com certeza vamos ser, seremos o maior exportador de água doce deste século e de outros séculos subsequentes.

Para se atender os objetivos do projeto da política de armazenamento dos nossos recursos hídricos bastaria, somente, que o governo brasileiro interligasse as quatro grandes bacias hidrográficas brasileiras, tendo a Amazônica supridora dessas interligações, pois a Bacia Amazônica despeja mais de 215.000 m³, diuturnamente no oceano Atlântico.

Com a efetivação dessas sonhadas, porém exequível interligação das grandes bacias brasileira, se salvaria de morte prematura o Rio São Francisco e se viabilizaria, de vez, sem sofrer solução de continuidade, a transposição de suas águas para os sertões nordestinos brasileiros. Ao mesmo tempo, se estabeleceria a política de gerenciamento dos recursos hídricos brasileiros neste séc. XXI, e para os próximos séculos...

Atendendo a uma política agrícola/fundiária no desenvolvimento autosustentável. Evitar-se-ia, desta forma, o mau uso da água, que, decorrente disto, existem bolsões de misérias às margens do Rio São Francisco, ao longo dos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. e no estado do Amazonas, quase totalmente banhado por água, é absurdamente gritante o seu subdesenvolvimento...

*Do livro "Água: A Essência da Vida"

quinta-feira, 15 de abril de 2010

VERGONHA MUNDIAL NA COSTA RICA

AS PESSOAS AINDA NÃO SE TOCARAM DA GRVIDADE QUE É MEXER COM A NATUREZA SEM RESPEITO Á ELA SUA DIVERSIDADE E ECOSISTEMA.
PERGUNTO: UM SER TÃO PREPOTENTE,INDIVIDUALISTA E EGOISTA COMO NOS HUMANOS TEMOS REALMENTE CHANCES DE SOBREVIVER AO DESARRANJO CLIMATICO JA EM CURSO.



ROUBAM OS OVOS DAS TARTARUGAS,PARA VENDER.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

OS PRINCIPAIS ANIMAIS AMEAÇADOS NO ANO DA BIODIVERSIDADE

Artigo de Divulgação

O Ano da Biodiversidade

Os principais animais ameaçados de extinção



Por Marcelo Szpilman*



Segundo dados das Nações Unidas, uma em cada cinco espécies de animais do planeta está ameaçada de extinção. Com o objetivo de chamar a atenção dos governantes e da população para a necessidade de preservação da vida em nosso Planeta, a ONU lançou recentemente uma campanha elegendo 2010 como o "Ano da Biodiversidade".



Em janeiro desse ano, o World Wildlife Fund. (WWF) divulgou uma lista (veja abaixo) com os principais animais ameaçados de extinção. Apesar de achar que nessa lista deveriam constar também algumas espécies de tubarões vulneráveis e em perigo de extinção, como o grande tubarão-branco, vale a pena repassá-la e refletir sobre o comportamento do ser humano e sua arrogante pretensão de se achar mais evoluído e mais importante do que os outros seres que compartilham o mesmo Planeta.



Fora as causas já bastante conhecidas, como o desmatamento e o aquecimento global, ambos diretamente relacionados com atividades humanas que muitas vezes são inevitáveis para proporcionar a todos nós proteção e conforto nas cidades, pode-se perceber que nessa lista existem animais também ameaçados pela inadmissível perseguição para a extração de partes de seu corpo para obtenção de produtos supérfluos cujos benefícios apregoados não têm nenhuma base científica comprovada.



A ultrapassada e absurda crendice popular de que partes de animais, como o chifre do rinoceronte, o pênis do tigre, as patas de ursos e gorilas ou as barbatanas do tubarão, podem ter propriedades afrodisíacas ou medicinais, em conjunto com a ganância humana, continua sendo uma das grandes incentivadoras da caça e da pesca predatória que ameaçam a existência de diversas espécies.





01 - Tigre: novos levantamentos indicam que existem menos de 3,2 mil tigres na natureza. Hoje, só restam apenas 7% do habitat natural destes animais. O extermínio dos tigres também está ligado à falta de informação. Em muitas partes da Ásia, os tigres são caçados porque partes do seu corpo são consideradas medicinais.



02 - Urso polar: o urso polar se tornou o principal símbolo dos animais que perdem seu habitat natural devido ao aquecimento global. A elevação da temperatura no Ártico é uma das principais ameaças aos ursos, assim como os petroleiros e os derramamentos de óleo na região.



03 - Morsa: os mais novos animais a entrarem para a lista dos ameaçados, as morsas também são diretamente afetados pelo aquecimento global. Em setembro, 200 morsas foram encontradas mortas nas praias do Alasca. Com o derretimento das geleiras, os animais estão ficando sem comida.



04 - Pingüim de Magalhães: o aquecimento das correntes marítimas tem forçado os pingüins a nadarem cada vez mais longe para achar comida. Não à toa, eles têm aparecido nas praias brasileiras, muitas vezes magros demais ou muito doentes. Das 17 espécies de pingüins, 12 gestões ameaçadas pelo aquecimento global.



05 - Tartaruga-gigante: também conhecida tartaruga-de-couro, são um dos maiores répteis do planeta e chegam a pesar 700 quilos. Estimativas mostram que há apenas 2,3 mil fêmeas no Oceano Pacífico, seu habitat natural. O aumento das temperaturas, a pesca e a poluição têm ameaçado sua procriação.



06 - Atum-azul: um dos ingredientes principais do sushi de boa qualidade, o atum encontrado nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo está sendo extinto por causa da pesca predatória. Uma proibição temporária da pesca desta espécie de atum ajudaria suas populações a voltar a um equilíbrio. Segundo o WWF, as pessoas em geral podem ajudar a protegê-los diminuindo seu consumo.



07 - Gorila das montanhas: famosos depois do filme "Nas montanhas dos gorilas", estrelado por Sigourney Weaver, os gorilas podem deixar de existir na próxima década. Existem apenas 720 animais vivendo nas florestas da África, e outros 200 no Parque Nacional de Verona, a maior área de preservação desta espécie. Em muitas partes da África, os gorilas são caçados porque partes do seu corpo são consideradas medicinais.



08 - Borboleta monarca: as temperaturas extremas são a principal ameaça destas borboletas, que todo ano cruzam os Estados Unidos em busca do calor mexicano. Elas vivem em florestas de pinheiros, área cada vez mais ameaçada pelo aquecimento global e urbanização crescente.



09 - Rinoceronte de Java: existem apenas 60 destes rinocerontes em seus habitat naturais. Como seu chifre é usado na medicina tradicional asiática, os rinocerontes são caçados de forma predatória. A expansão das plantações também tem acabado com as florestas que abrigam a espécie. O Vietnã, país que era um grande habitat dos rinocerontes, abriga apenas 12 animais no momento.



10 - Panda: restam apenas 1,6 mil pandas na natureza, de acordo com o WWF. Eles vivem nas florestas da China, que estão cada vez mais ameaçadas pelo crescimento das cidades chinesas. Existe mais de 20 áreas de proteção ambiental no país para proteger estes animais. Metade das pandas vive hoje em áreas protegidas ou em zoológicos.





Instituto Ecológico Aqualung

Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010

Tela: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030

Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021

E-mail: instaqua@uol.com.br

Site: http://www.institutoaqualung.com.br







*Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros GUIA AQUALUNG DE PEIXES,

2010/ A FAIXA DE AREIA ESTA SUMINDO

Cadê o espaço para o banho de sol, para a caminhada no fim de tarde ou aquele futebolzinho na areia? Em pelo menos 15 praias de Santa Catarina, o mar está avançando e diminuindo, ano a ano, a faixa de areia.

Seis delas ficam em Florianópolis Canasvieiras, Armação, Naufragados, Pântano do Sul, Barra da Lagoa e Ingleses. No Litoral Norte, são os moradores de Barra Velha, Navegantes, Bombinhas e Balneário Piçarras que enfrentam o problema. No Sul, a areia está sumindo das praias de Imbituba, Ibiraquera, Rincão, Araranguá e Arroio do Silva.

A paisagem da Barrinha, uma das praias de Barra Velha mais afetadas pelo fenômeno natural, muda drasticamente a cada temporada. A joinvilense Vera Lúcia Braghin mora no local há cinco anos e acompanhou a mudança. Ela lembra que um sobrado à beira-mar chegou a ser destruído pela água.

“O mar avançou muito de uns tempos para cá. A estrada comprova isso. Antes, ela era perfeitamente transitável. Agora, está irregular”, diz.

Há cerca de oito anos, a praia Central de Barra Velha apresentava o mesmo problema, por isso, a faixa de areia foi engordada. Uma draga retirou a areia da lagoa de Barra Velha e a repôs no Centro, onde boa parte dos turistas passava a temporada.

A Fundação do Meio Ambiente de BarraVelha (Fundema) enumera as causas do problema: a migração natural da areia e os imóveis em áreas de preservação.

“A migração natural acontece em todas as praias. A areia é transportada sempre no sentido Norte/Sul e chega a se mover cem metros por ano. Temos um projeto antigo de retificação das praias, mas existe uma proposta de revê-lo”, explica o diretor administrativo da Fundema, Rodrigo Mazzoleni.

Para as construções irregulares só existe um remédio: conscientização ambiental. De acordo com Mazzoleni, a ocupação de dunas começou há décadas, quando a fiscalização ainda não existia. “Hoje é proibido. Naquela região, 90% das casas são construídas em dunas”, explica.

Mesmo sabendo que os imóveis estão em área irregular, a Prefeitura fez barreiras entre a praia e a rua. “As pessoas já estão ali, então, precisamos de cuidado”, justifica Mazzoleni.

(Fonte: A Notícia / SC)

segunda-feira, 15 de março de 2010

EXPEDIÇÃO CONFERE BIODIVERSIDADE DO RIO PELOTAS(SC)

Uma expedição integrada por fotógrafos, jornalistas e técnicos, organizada pela ONG Mira-Serra, com a participação da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), percorreu por cinco dias no final de fevereiro, a região onde se propõe a criação do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas e dos Campos de Cima da Serra.




A expedição foi realizada com o objetivo de chamar atenção para as riquezas naturais da região (veja também a matéria escrita por Carlos Matsubara), bem como para a situação dramática de pressão sobre os remanescentes de vegetação natural da floresta com araucárias e campos nativos da região, principalmente por desmatamentos, plantios de espécies florestais exóticas e agricultura intensiva.



Essa é ainda uma das áreas em melhor estado de conservação do Sul do Brasil e parte da área pertence à Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, patrimônio Mundial segundo a UNESCO. É apontada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como área de extrema importância biológica e, portanto, prioritária para a conservação da biodiversidade.



O grupo passou pelos municípios de Cambará do Sul, São José dos Ausentes e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul e Praia Grande em Santa Catarina, percorrendo aproximadamente 800 Km.



O Município de Cambará do Sul, primeiro a ser visitado, está localizado na região nordeste do Rio Grande do Sul, junto à divisa com o estado de Santa Catarina. É uma cidade que apresenta baixas temperaturas durante o inverno, com ocorrência de neve. Além do frio, é conhecida como a cidade dos cânions, sediados dentro dos parques nacionais dos Aparados da Serra e da Serra Geral.



A cidade de São José dos Ausentes está localizada no extremo nordeste do Rio Grande do Sul, seus cânions também servem como marco divisor dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A expedição passou por estradas fascinantes avistando os extensos campos de cima da serra até chegar ao Pico Monte Negro, ponto mais alto do estado.



Além de toda exuberância dos campos, que predominam na região, o grupo pode observar a beleza incomparável da floresta com araucárias e das turfeiras. Entre a diversidade de espécies vegetais, destaque para as petúnias, orquídeas, cactos, bromélias e a flor símbolo do Rio Grande do Sul, o brinco-de-princesa.



A fauna não ficou atrás, podendo-se encontrar com facilidade as siriemas, pica-paus, curicacas e gralhas azuis. Além das espécies que foram observadas a região também abriga espécies ameaçadas de extinção como a jaguatirica, o puma, o urubu-rei, o gavião de penacho e o papagaio-charão.



Falando em belezas naturais e biodiversidade era impossível finalizar a expedição sem visitar Bom Jesus e observar o Rio Pelotas e um de seus afluentes, o Rio dos Touros.



Na foz do Rio dos Touros fica o Passo de Santa Vitória, passagem obrigatória dos tropeiros para o estado de Santa Catarina, onde se instalou o primeiro posto de arrecadação de impostos da região.

Na travessia do rio, a mula guia passava amarrada numa espécie de botezinho feito com couro de boi, chamado de pelota, por isso o nome do rio: Rio Pelotas. O Passo de Santa Vitória foi palco também de um evento importante da Revolução Farroupilha: o combate de Santa Vitória, em 1839, com a presença de Anita Garibaldi lutando para derrubar as forças do império.



Além de sua importância histórica e cultural, o Rio Pelotas é muito importante do ponto de vista biológico. É o principal afluente do Rio Uruguai, formando uma das maiores bacias hidrográficas do Sul do Brasil. Suas águas passam ainda pela Argentina e pelo Uruguai e mais tarde se juntam ao rio Paraná para formar o grande Rio da Prata.



É um lugar sem igual, a paisagem é surpreendente, entre montanhas e remanescentes de Mata Atlântica é um rio que tem história, que reserva um alto potencial turístico para a região, importante para o desenvolvimento sustentável e para a conservação da biodiversidade.



Toda a biodiversidade que existe nesses locais se manteve desde a chegada dos primeiros habitantes devido às barreiras geográficas que limitaram o acesso do homem a determinadas áreas, e sobretudo, pelo tradicional modo de vida, baseado na agricultura familiar e pecuária extensiva.



Esse cenário de beleza e riqueza natural, cultural e histórica encontra-se ameaçado por plantios desordenados de pinus e batata, com altos índices de aplicação de agrotóxicos e pela construção de mais uma grande hidrelétrica, a de Pai Querê, que se for construída, será a quarta grande hidrelétrica sequencial no sistema Pelotas-Uruguai, compromentendo irremediavelmente toda a biodiversidade e cultura da região e inundando o que resta do Rio Pelotas. O Rio Pelotas deixará de existir, virará uma sequência de grandes lagos.



Temendo pelo futuro comprometido das riquezas naturais que compõem a região, a proposta de criação de um Refúgio de Vida Silvestre ao longo do Rio Pelotas e seus principais afluentes, tem como objetivo garantir a manutenção da biodiversidade em harmonia com as populações que ali vivem, com grande estímulo para a verdadeira vocação da região: o agro-ecoturismo.



Fica a lembrança de uma expedição encantadora, histórica, de aventura e de conhecimento de parte da identidade cultural do Brasil.



No Ano Internacional da Biodiversidade, apoie a criação do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas e dos Campos de Cima da Serra, acessando a Campanha SOS Pelotas. Confira também as imagens da expedição realizada em setembro de 2006, durante uma descida do rio em botes de rafting, que durou três dias.

Confira também a matéria publicada em março de 2010, no Jornal Extra Classe (anexo).

Fotos: Tatiana Arruda Correia

segunda-feira, 8 de março de 2010

CONVOCAÇÃO

Convoco todos os defensores e portadores de animais para aproveitarem uma oportunidade única: debater a política voltada aos animais. No próximo dia 9 começa o Encontro Nacional sobre Políticas de Conservação e Gestão da Fauna, em Curitiba. Entre os temas que serão discutidos estão: Conservação de espécies ameaçadas, Planos de controle de espécies exóticas no Paraná e Situação das Espécies Exóticas Invasoras no Brasil. Mais informações no site www.iap.pr.gov.br.


Fonte: informativo lobo guará

ESTUDANTE DE ESCOLA PÚBLICA VENCE CONCURSO INTERNACIONAL

Uma estudante pernambucana de escola pública venceu um concurso internacional de vídeos sobre a transformação do mundo e a mudança do clima.



Bruna Nascimento, 17, concorreu com quase 200 jovens de 50 países. Ela foi a única brasileira classificada no concurso. Além dela, outros três estudantes foram aprovados, dois dos Estados Unidos e uma da Letônia. Eles foram aprovados por uma comissão formada por cineastas e escritores, que avaliaram a criatividade, a originalidade e a qualidade do vídeo.



Ela ganhou uma viagem de 15 dias, em julho, para os EUA com todas as despesas pagas e um curso de vídeo e tecnologia.



O concurso foi lançado na internet no ano passado por um site americano. Ela tinha que fazer um trabalho sobre um tema que relacionava a transformação do mundo à mudança de clima. A estudante, que este ano vai cursar jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco, conseguiu traduzir a mensagem em um vídeo de dois minutos que ela mesma produziu. (Fonte: G1)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

FOTO DE JOSÉ SABINO
  

JOSÉ SABINO ESPECIALISTA EM BIODIVERSIDADE


Graduado em Ciências Biológicas pela USP, tem Mestrado em Zoologia (UNESP) e Doutorado em Ecologia (UNICAMP). São Professor e Pesquisador da UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), onde coordena o Projeto Peixes de Bonito. Pertence ao Comitê Científico do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (Pediu) do MCT. É membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Ictiologia e Conselheiro da Sociedade Brasileira de Etologia. Pertence ao Conselho Superior da Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul - FUNDECT. Entre fevereiro de 2005 e janeiro de 2007, foi Editora de Área da Biota Neotropical, revista científica do Programa Biota FAPESP. Tem experiência nas áreas de Zoologia e Ecologia, com ênfase em Comportamento Animal. Seus mais de 40 artigos científicos, capítulos e livros estão relacionados às áreas de ecologia e comportamento de peixes, observação de fauna em ecoturismo e conservação da biodiversidade. Dedica especial atenção à documentação e divulgação científica da natureza, com destaque para gestão da biodiversidade e documentação fotográfica de fauna e flora do Brasil. Possui um acervo de aproximadamente 35 mil imagens da biodiversidade brasileira e suas fotografias são publicadas em várias revistas do Brasil e do exterior, além de atuar como colaborador de publicações de editoras, universidades, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Ciência e Tecnologia, IBAMA, ONGs e fundações.




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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Se chamar a atenção é um dos objetivos de quem desfila no Carnaval, nada melhor do que unir a folia a um assunto sério.




Pois o meio ambiente tem sido tema de enredos pelo país. Um dos maiores e mais organizados blocos “verdes” a desfilar foi o Jambú do Kaveira, de Belém do Pará.



Ele foi criado pela ONG ambientalista Apaverde, que há 15 anos atua na defesa do meio ambiente naquele Estado.



Durante o desfile, integrantes do bloco distribuíram uma cartilha ecológica, com dicas de preservação ambiental.



Há sete anos o Jambú do Kaveira anima as ruas da Cidade Velha, em Belém, mas este é o primeiro ano que o grupo resolveu adotar a ecologia como motivoe principal no carnaval. Uma decisão que segundo os organizadores será mantida nos próximos carnavais.









Fonte: Blog AN Verde.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PROJETOS DA SPVS SÃO INDICADOS COMO AÇÕES DE REDD


O Serviço Florestal Brasileiro, do Ministério do Meio Ambiente, apresentou o levantamento com a indicação das ações de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) realizadas no Brasil. O programa Desmatamento Evitado e os Projetos de Ação Contra o Aquecimento Global, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), foram dois dos projetos indicados. Ambos são os únicos programas listados que não se encontram na região amazônica. O Desmatamento Evitado tem atuação na região de Floresta Atlântica no Paraná. O programa abrange 2,5 mil hectares de áreas privadas adotadas por organizações da iniciativa privada. Os projetos de carbono, da SPVS, desenvolvidos no litoral paranaense também são apresentados como ações de REDD que têm gerado bons resultados, de acordo com o relatório do Serviço Florestal Brasileiro.

Fonte:SPVS

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CRESCIMENTO URBANO E EXPORTAÇÕES AGRICOLAS: PRINCIPAIS CAUSA DO DESMATAMENTO

As duas principais causas do desmatamento nos países tropicais são o crescimento da população urbana e as exportações agrícolas, segundo um estudo publicado neste domingo (7) pela revista especializada Natura Geociência.



Muitas pessoas acreditam que é possível proteger as florestas reduzindo a população das áreas rurais e incentivando os moradores a não desmatarem.



Porém, segundo a equipe de pesquisadores comandada por Ruth Difíceis, da Universidade de Columbia, a urbanização é a maior responsável pelo desmatamento, ao provocar uma elevação do nível de vida marcada por um consumo maior de produtos agrícolas, sobretudo de origem animal.



“Nas próximas décadas, quase todo o crescimento demográfico se dará nas cidades, e não no campo, o que vai impulsionar a demanda de utilização das paisagens rurais para a produção agrícola comercial", destacaram os autores do estudo.



Os cientistas compararam indicadores econômicos e demográficos de 41 países da América Latina e da Ásia com dados sobre o desmatamento colhido por satélites entre 2000 e 2005.



Eles constataram que o recuo das florestas é maior nos lugares onde a urbanização cresce rapidamente e o comércio dos produtos agrícolas por habitante é alto.



As exportações agrícolas também impulsionam a demanda em terras cultiváveis, freqüentemente retiradas da floresta.



Ao contrário, não existe uma relação significativa entre crescimento da população rural, associado a um aumento local da demanda, e desmatamento.



Assim, as políticas atuais de combate ao desmatamento "não vão responder à principal causa do desmatamento", advertiram os pesquisadores.



A advertência foi emitida num momento em que os países ricos prometeram na Cúpula do Clima em Copenhague doar 10 bilhões de dólares em três anos aos países emergentes para combater o aquecimento global.



Grande parte desta verba deve ir para a proteção das florestas tropicais, importantes fontes de carbono cuja destruição acelera o aquecimento global.



Uma solução para Proteger as florestas pode ser melhorar o rendimento das superfícies já desmatadas, sugeriram os autores do estudo. (Fonte: Yahoo!)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SP ABRE 2º CENTRAL DE REGENERAÇÃO DE CFC

SP abre 2ª Central de Regeneração de CFC


Ter, 02/Fev/2010 01h40min Mudanças climáticas



Gás que destrói a camada de ozônio pode ser reciclado e utilizado em refrigeradores antigos, evitando assim seu despejo na atmosfera



Foi inaugurada na quinta-feira (28/1), na capital paulista, a 4ª Central de Regeneração de CFC no Brasil. Com capacidade para reciclar 1.200 toneladas da substância por ano, essa é a segunda central inaugurada no Estado de São Paulo, que sozinho abriga cerca de 40% dos 15 milhões de aparelhos refrigeradores que ainda utilizam o CFC, além de equipamentos de ar condicionado e outros aparelhos de refrigeração.



Os outros dois centros, de um total de cinco planejados, estão no Rio de Janeiro e no Recife. Somente Porto Alegre aguarda a inauguração do seu. Sozinhos, os quatro Estados selecionados correspondem por aproximadamente 60% do CFC utilizado no país.



Segundo Anderson Alves, técnico do PNUD responsável pelo projeto, a intenção desses centros de Regeneração é fazer com que o fluido possa ser reutilizado, evitando assim que, ao fazer a manutenção de refrigeradores antigos, os mecânicos deixem ele escapar para a atmosfera.



O clorofluorcaboneto (CFC), em suas diversas variantes, é um gás conhecido pelo seu alto potencial de destruição da camada de ozônio. O Protocolo de Montreal, assinado em 1987 por países das Nações Unidas, inclusive o Brasil, proíbe a fabricação e importação desses gases, para que eles sejam substituídos por alternativas menos prejudiciais ao ambiente. O Brasil não o fabrica desde 1999, e desde o começo deste ano (2010) proíbe sua importação.



Sem novas fontes para repor o CFC, as máquinas antigas devem recorrer ao CFC reciclado ou à sua substituição por um gás alternativo, como o Hsc134a, que não agride a camada de ozônio, mas colabora com o efeito estufa.



Regeneração



Tanto o CFC como o Hsc134a podem ser reciclados nessas Centrais de Regeneração. Para que isso ocorra, eles devem ser recolhidos nas oficinas de manutenção e mandados para a central, que irá retirar todas as impurezas decorrentes de sua utilização, como óleo e partículas estranhas.



Reciclado, o gás está pronto para ser reutilizado por outros aparelhos. Segundo Alves, o preço do quilo do CFC reciclado gira em torno de R$ 90 a R$ 100. Enquanto isso, o quilo do HSC134 está por volta de R$ 30. A troca de um gás por outro, no entanto, encarece o custo final da manutenção.



Como o país parou de utilizar o CFC na fabricação de refrigeradores desde 2000, e o tempo médio de vida dos aparelhos é de 15 anos, o técnico do PNUD estima que entre 2015 e 2020 esses aparelhos estarão fora de serviço.



No entanto, a destruição do CFC só é possível através de um processo ainda caro e que não existe no país. "Para destruir o gás, custa dez dólares o quilo e hoje ainda no Brasil não existe lugar. Enquanto isso vai guardar [o gás] até ter viabilidade técnica para a destruição ou mandar para a reciclagem", afirma.









Fonte: PNUD Brasil.

WWF Brasil - Dia mundial das áreas úmidas é comemorado em 2 de fevereiro

WWF Brasil - Dia mundial das áreas úmidas é comemorado em 2 de fevereiro

sábado, 30 de janeiro de 2010

AMAZÔNIA SÓ TOLERA 3% DE DESMATE

Se o desmatamento da Amazônia -que já consumiu 17% da floresta- atingir a marca de 20%, o aquecimento global se encarregará de destruir o que sobrou, afirma uma compilação de estudos sobre a região feita pelo Banco Mundial.

As conclusões do documento, que reúne vários estudos publicados nos últimos anos, levam em conta simulações do comportamento da Amazônia em diferentes cenários projetados pelo IPCC (painel do clima da ONU). Os cientistas identificaram que o efeito conjunto de incêndios, desmatamento e mudança climática empurra a floresta para um estado onde ela perde sua "massa crítica" para sobrevivência.

Como as árvores tropicais são importantes para regulação do clima e do regime de chuvas, forma-se uma espécie de efeito dominó que afeta todo o bioma. No pior cenário, a floresta da Amazônia encolhe 44% até 2025. O volume das precipitações tende a aumentar durante o período de chuvas e diminuir nos de seca, afetando a vazão dos rios de toda a bacia.

O leste da Amazônia -que é contíguo ao Nordeste- terá as consequências mais graves. O período de seca aumentará e o clima mais quente contribuirá para o avanço da vegetação típica do semiárido. Até 2025, a região poderá perder 74% de sua atual área de floresta. Já no sul da Amazônia, pelo menos 30% dessa área de floresta tropical terá sido substituída por cerrado até 2025.

Assim como a caatinga, esse tipo de vegetação tem árvores menores, que absorvem menos gás carbônico da atmosfera. Mais carbono no ar, então, contribui para o aquecimento global, expandindo os impactos para o resto do país. No Nordeste, por exemplo, as estiagens devem se tornar ainda mais prolongadas, prejudicando a agricultura e a geração de energia elétrica na região.

"É a primeira vez que um trabalho avalia esses abalos (aquecimento global, incêndios e desmatamento) conjuntamente. A situação é grave. Precisamos tomar medidas imediatas", avalia Thomas Lovejoy, presidente do Comitê Científico Consultivo Independente do relatório do Banco Mundial.

Embora indique que parte das perdas na Amazônia sejam inevitáveis, o documento propõe ações de reflorestamento como solução. Estudioso da região há mais de 30 anos, Lovejoy afirma que elas são "imprescindíveis" e devem começar pela Amazônia oriental.

Para Carlos Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o reflorestamento é importante, mas insuficiente. "Não adianta nada se os países não diminuírem as emissões de gases-estufa", diz. (Fonte: Folha de S. Paulo)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

65% CRITICAM DEMORA DE GOVERNOS E EMPRESAS PARA SALVAR AMBIENTE

65% criticam demora de governos e empresas para salvar ambiente






Pesquisa internacional realizada pela agência Reuters e pela empresa Ipsos verificou que, na média, cerca de dois terços dos entrevistados acreditam que seus governos e líderes empresariais não estão tomando as medidas corretas ou no ritmo acertado para evitar a mudança climática global.



Foram ouvidas 24 mil pessoas em 23 países, antes, durante e depois da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Copenhague, dezembro passado. Para 65% dos entrevistados, as medidas tomadas até então eram insuficientes para conservar o meio ambiente.

86% dos chineses apóiam medidas do governo na área ambiental



Apenas em três países - China, Índia e Turquia - a opinião pública dá uma nota satisfatória para as ações ambientais adotadas.



"Está claro que os cidadãos globais não estão nada impressionados com a liderança demonstrada por seus próprios governos e líderes empresariais para lidarem com aquilo que eles percebem como uma séria ameaça ao mundo e a si mesmos", disse John Wright, vice-presidente-sênior de assuntos públicos da Ipsos, empresa de pesquisa de mercado. "O resultado da conferência em Copenhague reforça a visão de que grande parte da determinação e da coragem necessárias nesta questão está em falta." (Fonte: G1)

WWF Brasil - WWF-Brasil convoca para Hora do Planeta 2010

WWF Brasil - WWF-Brasil convoca para Hora do Planeta 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010


ESTA CAMISA É SIMPLISMENTE UM MODELO PARA  SER USADA NA CAMPANHA QUE DEVE SE DESENVOLVER AO LONGO DO ANO.

FOTO SOMENTE PARA ILUSTRAÇÃO.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010





Ainda dá para salvar a Amazônia?
O futuro da Amazônia está ameaçado por diversas atividades predatórias, como a extração de madeira, a mineração e a conversão da floresta em pastagens e áreas de agricultura.

Apesar dos grandes esforços que têm sido feitos para a conservação da Amazônia, a perda anual da cobertura florestal permanece em níveis alarmantes. Isso pode deflagrar mudanças na Amazônia, inclusive reduzir as chuvas e aumentar as secas. E isso terá um impacto significativo na biodiversidade da região e até mesmo nas mudanças climáticas em nível mundial.

A boa notícia é que 80% da floresta amazônica original permanecem praticamente intactos, então ainda é possível cuidar desse patrimônio de imenso valor para toda a humanidade.

O que o WWF-Brasil faz pela Amazônia:

O WWF-Brasil trabalha na região amazônica junto com autoridades governamentais, comunidades locais e indígenas, organizações não-governamentais, o setor privado e outros, para contribuir para a proteção de grandes porções da Amazônia e de sua singular biodiversidade, funções e serviços ecológicos. Isso é feito por meio de:

• Incentivo à criação, consolidação e ampliação de unidades de conservação
• Promoção do uso responsável dos recursos naturais e do manejo sustentável
• Desenvolvimento de programas nacionais para reduzir as emissões de carbono oriundas do desmatamento
• Promoção de padrões ambientais e sociais para o desenvolvimento da infraestrutura, especialmente projetos de rodovias e represas
• Capacitações técnicas e comunitárias
• Realização de expedições científicas
• Proposição de áreas prioritárias para a conservação com análise de paisagens por meio de geoprocessamento e sensoriamento remoto

MUDANÇA CLIMÁTICA: INDUSTRIAS FREIAM INICIATIVA DA UNIÃO EUROPEIA

22/01/2010 - 01h01

Por David Cronin, da IPS
Bruxelas, 22/1/2010 – Apenas um mês após os líderes mundiais reunidos em Copenhague obterem um débil acordo para enfrentar a mudança climática, indústrias dos países mais contaminadores da União Europeia tentam dissuadir as autoridades de tomarem medidas mais contundentes. O Conselho Europeu da Indústria Química (Cefic), uma das maiores associações industriais estabelecidas em Bruxelas, sede da UE, começou o ano cobrando de instituições do bloco regional a se absterem de fixar objetivos mais ambiciosos do que os já acordados para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

E parece que seus esforços já deram fruto. A Espanha, presidente de turno da UE, propôs ontem que a posição negociadora do bloco depois da Cúpula sobre Mudança Climática de Copenhague não seja diferente da anterior à Conferência. Essa posição europeia comprometia a associação regional de 27 membros a reduzir suas emissões contaminantes em 20% abaixo do nível de 1990 até 2020 e a aumentar esse objetivo para 30% unicamente se outros países industrializados realizarem cortes semelhantes.

A Espanha fez esta proposta em uma reunião de diplomatas encarregados de desenvolver o acordo alcançado em Copenhague. Esta tarefa deve terminar no final do mês, quando os governos do mundo deverão ter declarado formalmente seus compromissos de redução para a próxima década. O Cefic afirmou que se opõe a medidas unilaterais mais amplas da UE porque estas medidas colocariam as indústrias europeias que exigem muita energia em desvantagem competitiva com relação às de outras regiões.

“Para nós, a redução da emissão de gases contaminantes não é um concurso de beleza”, disse à IPS Philippe de Casablanca, especialista em clima do Cefic. “De nada serve ser a região com melhor desempenho contra a mudança climática se seu exemplo não é imitado com reduções significativas em todo o mundo. Este concurso não é vencido apenas por um, mas por todos trabalhando juntos”, acrescentou.

Entretanto, grupos ambientalistas acreditam que a UE deveria procurar um objetivo de redução dos 30% como mínimo nas emissões derivadas da queima de combustível fóssil, sem importar o que fazem os outros grandes atores da economia mundial. Acrescentam que a tática do bloco de incitar terceiros a imitar suas medidas não deu resultado e que é hora de guiar com o exemplo. Matthias Duwe, diretor da rede ambientalista Climate Action Network Europe, afirmou que a União Europeia não demonstrou uma autêntica liderança na capital da Dinamarca e “parece estar cometendo o mesmo erro agora. Cruzam-se os braços esperando pelos demais, quando deveria ter um senso renovado da urgência”, acrescentou.

O Cefic representa cerca de 29 mil empresas e tem sido um dos grupos industriais mais influentes na estratégia do bloco sobre mudança climática nos últimos anos. O grupo uniu forças com representantes de outros setores que usam energia de maneira intensiva, como fábricas de cimento e aço, para alertar sobre um fenômeno chamado “fuga de carbono”, pelo qual algumas empresas deixam a Europa para se instalarem em outras partes do mundo com controles menos rígidos da quantidade de dióxido de carbono que podem lançar na atmosfera.

O conceito foi ridicularizado por um estudo de 2008 da rede de pesquisadores Climate Strategies, segundo o qual as empresas que ameaçavam deixar a Europa se baseavam em fatores de investimentos e não de regulamentação ambiental. Porém, o Cefic continuou invocando o conceito, com a intenção de exigir autorizações para seus membros contaminarem, dentro do plano de intercâmbio de emissões da UE, que concede licenças pela quantidade de dióxido de carbono que suas indústrias estão autorizadas a emitir.

A reticência da União Europeia em estabelecer objetivos mais rígidos se choca com a opinião de um de seus mais altos funcionários, de que as medidas previstas pelo acordo de Copenhague não correspondem ao que a maioria dos cientistas consideram necessário para evitar um aumento catastrófico das temperaturas mundiais. Olli Rehn, membro da Comissão Europeia – órgão executivo da UE – declarou esta semana que o acordo “está muito longe de chegar ao objetivo” de evitar que as temperaturas não aumentem mais do que dois graus centígrados acima do nível pré-industrial. De todo modo, “o acordo é melhor do que nada, que teria sido o pior”, disse.

A ministra do Meio Ambiente da Espanha, Elena Espinosa, disse que é vital que a resposta da UE ao acordo de Copenhague impulsione o uso inteligente da energia. “Queremos ser o principal motor da inovação e competitividade”, disse aos membros do Parlamento Europeu. Entretanto, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) queixou-se da falta de ambição do bloco europeu, que a seu ver impede que seja pioneiro do desenvolvimento de tecnologias mais ecológicas do que as utilizadas atualmente.

Se ficar preso ao seu objetivo de 20% de redução, a União Europeia, na realidade, retardaria o ritmo de corte de emissões dos últimos três anos, disse Jason Anderson, do WWF. “Ao nos negarmos a adotar um objetivo de 30%, estamos renunciando à enorme economia de energia que vai melhorar a economia da Europa e gerar mais emprego em indústrias com um grande futuro”, alertou o ambientalista. “A Europa sempre foi pioneira no cenário mundial. Não há razão agora para condicionar o futuro econômico da região ao que se decidir em Washington ou Pequim”, acrescentou. IPS/Envolverde

(IPS/Envolverde)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

PETROBRAS COMPRARÁ GÁS DE ATERRO SANITÁRIO, NO RIO

19/01/2010 - 12h01

Por Vítor Abdala, da Agência Brasil
mplo de projeto de MDL bem sucedido, a Petrobrás assinou nesta segunda-feira (18/01) um contrato para a compra de gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O acordo, que envolve o Estado do Rio de Janeiro e os municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias, prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.

Segundo a Petrobras, a iniciativa vai contribuir para viabilizar o projeto de recuperação do aterro sanitário, que se constitui em “um dos maiores projetos mundiais envolvendo Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU)”.

A empresa Gás Verde processará o gás, que será retirado da montanha de lixo, separando o carbônico do metano e enviando-o através de um duto de seis quilômetros até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.

O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.

“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2”, disse Minc.

Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O PODER DO CONSUMIDOR CONSCIENTE

por Anna Elisa Nicolau dos Santos
Redação EcoTerra Brasil

Explosão demográfica, aquecimento da atmosfera, aumento da emissão de gases poluentes, efeito estufa, poluição dos rios e mananciais de abastecimento, comprometimento dos lençóis freáticos, desmatamento e erosão do solo, extinção de espécies, desequilíbrio do ecossistema, problemas sociais como a fome, a insalubridade e a miséria. Tudo isso faz parte da crise ecológica que coloca em risco a qualidade da vida humana e do planeta.
Além disso, outra degradação ambiental que coopera para essa situação é o uso abusivo e sem reposição dos recursos naturais, particularmente os não renováveis – petróleo, carvão e outros tipos de minérios – que são essenciais à sobrevivência saudável do planeta e há muitos anos são utilizados para satisfazer as necessidades econômicas, sociais e culturais dos homens.
Mas como explorar os recursos naturais existentes é inevitável para o desenvolvimento industrial e econômico de um país, muita atenção deve ser dada a esta atividade que sempre causa alguma forma de poluição ou dano ambiental. Muitos processos industriais liberam contaminantes no ar, no solo e na água, e a maioria das necessidades energéticas do mundo é atendida pelos combustíveis fósseis, gerados a partir de recursos naturais não renováveis. “Os recursos naturais disponíveis no planeta não são suficientes para permitir uma expansão de produção de bens, serviços e produtos que possam satisfazer toda a humanidade no padrão de consumo idealizado ou desejado pela maioria das sociedades, que é o padrão dos países desenvolvidos” diz Samyra Crespo, coordenadora do Programa de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Instituto de Estudos da Religião (ISER). Usar recursos naturais de forma indiscriminada representa um ônus ao planeta. Portanto, a utilização deve ser feita de maneira equilibrada, contrabalançando as necessidades com o impacto sobre o meio ambiente.
A discussão sobre desenvolvimento, economia de mercado e proteção ambiental começou com o surgimento do movimento ambientalista, nas décadas de 1960 e 1970. Desde então, parte da sociedade percebe que os modelos de produção, distribuição e consumo, concentradores de renda e excludentes, são inviáveis para a convivência justa e pacífica entre todos os seres. Em 1983 as Nações Unidas criaram a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) para avaliar a situação mundial em relação às questões ambientais. Em 1987 esta comissão apresentou à Assembléia Geral da ONU o relatório Nosso Futuro Comum como resultado desse processo. Neste documento discutiu-se pela primeira vez o termo desenvolvimento sustentável, com a proposta inovadora de se trabalhar desenvolvimento econômico, justiça social e equilíbrio ambiental, de forma que as gerações atuais possam satisfazer suas necessidades sem comprometer os recursos para as futuras gerações. Mais tarde, estas questões seriam discutidas na reunião de cúpula sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, organizada pelas Nações Unidas, que ficou conhecida como Rio-92.
Se a proposta do desenvolvimento sustentável é satisfazer as necessidades das gerações presentes, sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras, o que fazer com o atual problema do esgotamento dos recursos naturais em todo o planeta? Este contexto traz a necessidade de refletir sobre os atuais padrões de consumo da população. “Hoje já existe a noção clara de que tanto os países pobres quanto os ricos devem começar a mudar imediatamente os seus padrões. Pelo simples fato de que não é possível universalizar o modelo de geração de resíduos e de exploração de recursos que hoje sustenta a economia global. Temos um padrão de consumo insustentável”, comenta Samyra Crespo.
A idéia de mudar as formas de consumo vem ao encontro da possibilidade de desenvolver a economia sem degradar mais o meio ambiente e ajudar a construir um ambiente socialmente justo. Em geral, os consumidores desconhecem as conseqüências de suas escolhas diárias para a própria saúde, para o meio ambiente e para a sociedade. É importante entender que cabe a cada um a responsabilidade pelo futuro do planeta.
O processo de consumo deve ser entendido tanto como o ato de compra de um produto ou a utilização de um serviço, uso e descarte de resíduos, incluindo também a escolha da empresa pelo cidadão. A atitude da indústria, durante o processo de produção, também é muito importante. Entende-se que a empresa é uma consumidora de grande porte e deve passar a consumir de forma responsável. Isto significa evitar todo tipo de desperdício no processo de produção, consumir o necessário de energia e água, devolver ao meio os efluentes devidamente tratados, gerar menor quantidade de resíduos possível, reciclar o lixo e diminuir ao máximo o consumo de matéria-prima.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BRASIL VAI SEDIAR CONFERÊCIA AMBIENTAL 20 ANOS DEPOIS DA ECO-92

O Brasil vai sediar em 2012 a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, já batizada de Rio+20, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, cidade que deve receber novamente o evento.
A conferência foi aprovada em dezembro pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 tembém discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.
Outra tema na pauta da conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de consenso, que só permite decisões com a aprovação de todos os países, foi colocado em xeque na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, que terminou sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global.
(Fonte: Agência Brasil)

CAMPANHA DE PRESERVAÇÃO DA NATUREZA

VAMOS INICIAR UMA CAMPANHA DE COMBATE A DESTRUIÇÃO DA NATUREZA USANDO CAMISETAS COM MENSAGENS AMBIENTAIS EM TODO O PAIS PRECISAMOS CONTAR COM O APOIO DE EMPRESAS DISPOSTAS A INVESTIR EM NOSSA MAIOR RIQUEZA O MEIO AMBIENTE É DE TODOS NÓS.

domingo, 10 de janeiro de 2010