quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sala de Imprensa Notícias 11.10.2011 SPVS participa de evento em Brasília para discutir sobre espécies ameaçadas e biodiversidade Serão realizados nesta semana (13 e 14/10) dois eventos em Brasília com o objetivo de discutir a situação das espécies presentes na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas no Brasil e os modelos jurídicos e a política nacional de conservação da biodiversidade, além da relação entre economia e diversidade biológica. Na quinta-feira (13), às 9h, no auditório do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), acontece o Seminário sobre a Construção da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas no Brasil. No dia seguinte (14), também às 9h, no auditório Antônio Carlos Magalhães da Interlegis, será realizado o Colóquio sobre a Proteção de Espécies Ameaçadas de Extinção, promovido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e o Senado Federal. Ao final do evento haverá a construção de um plano de trabalho - para integração dos esforços nacionais e internacionais - cujo objetivo é avaliar o estado de conservação das espécies. Para Elenise Sipinski, coordenadora do projeto de conservação do papagaio-de-cara-roxa da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) que irá representar a ONG nos eventos, participar desses encontros é estratégico para obter um cenário sobre a política de conservação da fauna e flora brasileira. “Além da atualização do tema e da troca de informação, será uma oportunidade de participar das discussões sobre a situação das espécies ameaçadas e as políticas públicas de conservação”, conta. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil é responsável pela gestão do maior patrimônio genético do mundo: Cerca de 210 mil espécies. No entanto, um número cada vez maior de espécies encontra-se em extinção, devido à exploração indevida de recursos naturais, perda de habitat e outros fatores
O Xingu arde Postado por camorim - 10 - out - 2011 às 12:35 1 comentário
Foto tirada da Estação Espacial Internacional mostra queimadas ao longo do Xingu (Crédito: ISS/Nasa) Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ou ISS, na sigla em inglês) registraram uma imagem da Amazônia que nós, como brasileiros, não podemos ter orgulho: áreas queimadas e uma considerável nuvem de fumaça ao longo do rio Xingu, um dos mais extensos da Amazônia. A foto, obtida no dia 17 de setembro de 2011, ilustra o corte e a queima no estado do Mato Grosso. Na imagem ainda é possível ver algumas áreas expostas de areia, o que mostra que o rio está em seu estágio de baixo fluxo, ou seja, no período anual da seca. Ao longo de seus 2,3 mil km, o rio Xingu tem sido impactado por projetos de infraestrutura como as obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Mas a história não se resume a isso, infelizmente. Desde a década de 1960, a Amazônia se tornou alvo crescente de grandes grupos ligados ao agronegócio e sofe contínuo e acelerado processo de conversão de suas florestas para pastos e lavouras de produção extensiva. Um dos métodos mais utilizados para o desmatamento é o fogo. E queimadas, especialmente na época de seca, são vistas ao longo do curso dos rios e em espaços abertos no meio da floresta. Uma vez que as regiões desmatadas são facilmente identificáveis a partir do espaço, também fica mais fácil seguir a taxa de desmatamento. Neste ano, enquanto acirrava-se o debate sobre a reforma do Código Florestal no Congresso Nacional, o Mato Grosso – conhecido internacionalmente pela produção de grãos, pela agropecuária e por seus passivos ambientais – teve o maior índice de derrubada entre os Estados amazônicos. Se os ruralistas de Brasília ganharem o que desejam, os astronautas verão cada vez mais cenas como essa.
Lançamento do Comitê em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável em Curitiba Evento Oficial Data:30/09/2011 Horário:14h Local:Cen�lo Arquidiocesano - Rua Mateus Leme, 35, Curitiba - PR Descrição:Evento aberto ao público em que serão colhidas assinaturas para abaixo-assinado que será entregue ao Senado FONTE : FLORESTA FAZ A DIFERENÇA

domingo, 9 de outubro de 2011

credtitos: FLORESTAFAZADIFERENÇA

NÃO ESTAMOS SÓS

GREENPEACE Saiba mais sobre o Código Florestal. Notícia - 7 - out - 2011 Estudo sobre legislações florestais de 11 países mostra que proteção e desenvolvimento andam juntos. zoom Cai por terra um dos mais repetidos argumentos ruralistas utilizados nas discussões sobre a reforma do Código Florestal Brasileiro na Câmara dos Deputados. Um estudo realizado sobre as normas de 11 nações demonstra que, definitivamente, a legislação florestal não é uma exclusividade brasileira. A pesquisa mostra que o Brasil não está só nesse barco, e, ainda mais, que pode aprender muito com a experiência de outros países. Há leis que regem as florestas mundo afora, inclusive anteriores à nacional, e vivências que podem enriquecer em muito o debate, caso os parlamentares do Congresso Nacional as examinem. É a partir da análise da história que devem ser revistos os erros e acertos passados, para uma melhor formulação do que se quer como futuro. Por esse motivo, partiu do Greenpeace a iniciativa de requisitar a pesquisa técnica, que reúne dados de Alemanha, China, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Indonésia, Japão, Polônia, Reino Unido e Suécia. A compilação dos dados foi levada a cabo por duas das mais renomadas instituições científicas sobre o tema: o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o ProForest, organização afiliada à Universidade de Oxford, na Inglaterra, e autoridade global no assunto. O que se constata é a conscientização da importância das florestas e dos recursos naturais: nações que devastaram muito no passado hoje correm atrás do que foi perdido, com leis de proteção e incentivos financeiros para recuperação. E quem não perdeu cuida do que tem com unhas e dentes. Alguns dos países estudados possuem legislações muito anteriores à nossa. A Suécia, por exemplo, colocou em vigor seu “Código Florestal” em 1886 e estipulou que áreas desmatadas deveriam ser reflorestadas. O resultado salta a olhos vistos: a área florestada cobre 69% do território. O país possui ainda 22,7 milhões de hectares de terras florestais produtivas e 0,7 milhão de hectares dessas terras estão dentro de áreas protegidas. “Esse estudo desconstroi o discurso ruralista para justificar uma mudança no Código Florestal – o de que nenhum outro país tem uma legislação como a nossa e que temos o direito a desmatar. A discussão na Câmara ficou baseada em mantras que foram repetidos como verdade, mas que foram produzidos em cima de falácias”, afirma Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace. “Os senadores, quando ouviram outras visões, começaram a perceber que teriam de sair do circo montado pelos ruralistas na Câmara dos Deputados.” Privado não é intocável O estudo mostra que há uma preocupação geral contra o desmatamento, inclusive em propriedades privadas. Derrubada em terras particulares tem de ser justificada e aprovada, assim como em áreas públicas. Na França, por exemplo, quem quiser derrubar uma área maior a 25 hectares precisa fazer um estudo de impacto ambiental, e não pode começar a operação sem autorização. Algo similar também acontece na Alemanha e outros países. “A regra do mundo hoje é a recuperação florestal, não a perda. Na discussão no Congresso, vemos os mesmos personagens que atuavam no Brasil do passado. Mas nós já estamos no Brasil do futuro, que está na beira de uma conferência como a Rio+20, e que já se coloca como uma potência mundial”, afirma Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon e um dos coordenadores do estudo. “Temos de ver o que o país quer: se colocar como um exemplo ou afundar ainda mais. Os 56% de cobertura florestal que possuímos hoje já é o fundo do poço.” Floresta de volta Na outra ponta, a recuperação também é valorizada. O exemplo da China é significativo. Com uma baixa relação per capita entre população e floresta, e após dezenas de séculos de exploração, o governo chinês lançou um amplo programa de reflorestamento, o que a torna atualmente o país com o maior incremento anual em florestas plantadas entre as nações estudadas. No Reino Unido, o governo assumiu compromissos com a criação e a gestão de florestas como um recurso natural renovável. Depois da ECO-92, no Rio de Janeiro, o governo adotou uma política florestal para promover o uso sustentável dos recursos e assegurar uma expansão constante da cobertura vegetal. Outro exemplo bem sucedido em países ricos é o dos Estados Unidos, cuja cobertura florestal tem se mantido relativamente estável desde 1907. Em 1900 o país possuía 34% de área coberta. Em 1950 ela sofreu ligeira redução passando a 33%, e permanece nesse patamar até hoje – isso sem comprometer a produção agrícola. Segundo Veríssimo, não podemos nos dar ao luxo de destruir nossa floresta tropical, cuja restauração é muito mais difícil. “Nós não temos conhecimento científico suficiente das espécies. A agropecuária deve ter a consciência de que a fronteira está fechada, senão não irá mudar o seu modelo produtivo. Devemos saber que manter floresta não afetará o preço da carne. Com tecnologia e uma mudança de modelo, a produção pode triplicar.” A experiência em outros países mostra que o Brasil precisa investir em tecnologia, para aumentar a produtividade, e em preservação, para reescrever a história perversa de perda de recursos naturais que se viu em outros países. “O mundo de hoje não é mais o mundo pré-industrial. Não existe mais uma sociedade isolada. Os compromissos que o governo brasileiro assumiu internacionalmente refletem essa posição. Temos de estar antenados com as regras internacionais de mercado. Desse modo, a proteção das florestas é também uma proteção de mercado”, diz Paulo Adario. “Mudando o Código Florestal como querem os ruralistas sacrificaremos os interesses do país em nome de um setor que é fundamentalmente atrasado.”

ENERGIA SE FAZ EM CASA

POR : JTINICO Postado por jtinoco - 7 - out - 2011 às 15:37 Adicionar comentário Imaginem que o consumidor de energia elétrica no Brasil possa um dia gerar a sua própria, pagar menos no fim do mês e até acumular créditos. Este futuro pode não estar longe e um bom passo nesta direção aconteceu esta semana em Brasília. Em audiência pública na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 06 de outubro, representantes do governo, distribuidoras, sociedade civil e academia lançaram ideias de mecanismos para incentivar e regulamentar a geração de energia renovável – solar, eólica, biomassa, entre outros - em pequena escala no país. Entre as propostas lançadas na audiência está a de quem instalar painéis fotovoltaicos, ou pequenas turbinas eólicas em sua casa, escritório ou indústria poderá reduzir o que paga de consumo e, em casos em que a produção de energia superar o consumo, ganhar um crédito a ser utilizado por um ano. Além desta, propõe-se também um desconto de 80% na tarifa de transmissão e distribuição destas unidades pelos dez primeiros anos de instalação. O Greenpeace foi um dos expositores na audiência e sugeriu a extensão do crédito de geração de energia por tempo indeterminado, um desconto integral nas tarifas de transmissão e distribuição e a possibilidade do gerador de energia usufruir de um esquema compartilhado de obtenção de créditos de carbono pela redução de gases de efeito estufa. “O processo da Aneel, se concretizado e transformado em lei, deve representar uma pequena revolução na maneira como a divisão entre consumo e geração de energia é feita atualmente no Brasil”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace. “Vale lembrar que esta proposta é mais uma de um conjunto de incentivos para energias renováveis previsto no projeto de lei PL 630/03, apoiado pelo Greenpeace e parado na Câmara desde 2009”, enfatiza Baitelo. As propostas, compiladas em um documento, passarão agora por processo de consulta pública, que continua aberto a todos os interessados até a sexta-feira da próxima semana (dia 14.10). Sugestão podem ser enviadas por email (ap042_2011@aneel.gov.br), fax (61- 2192-8839) ou correio (para o endereço SGAN – Quadra 603 –Módulo I – Térreo/Protocolo Geral da ANEEL – Brasília – DF – CEP 70.830-030).