19/01/2010 - 12h01
Por Vítor Abdala, da Agência Brasil
mplo de projeto de MDL bem sucedido, a Petrobrás assinou nesta segunda-feira (18/01) um contrato para a compra de gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O acordo, que envolve o Estado do Rio de Janeiro e os municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias, prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.
Segundo a Petrobras, a iniciativa vai contribuir para viabilizar o projeto de recuperação do aterro sanitário, que se constitui em “um dos maiores projetos mundiais envolvendo Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU)”.
A empresa Gás Verde processará o gás, que será retirado da montanha de lixo, separando o carbônico do metano e enviando-o através de um duto de seis quilômetros até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.
O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.
“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2”, disse Minc.
Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.
ESTA INICIATIVA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEVERA SERVIR COMO EXEMPLO PARA OUTROS ESTADOS DA FEDERAÇÃO.
ResponderExcluirPARABENS